Olá, Criaturas!
O que é mais quente para os vestibulares/ENEM, na história da arte?
A pergunta das perguntas...
No que tange à história da arte, o campo é vasto e os examinadores gostam de trazer o inusitado... mas ainda assim algumas previsões podem ser feitas. Esteja preparado! Uma questão correta a mais faz toda a diferença!
Dica 1: Saiba identificar as diferenças de enfoque entre arte antiga, moderna e contemporânea. O significado da Arte como um todo, do objeto artístico, as obras, da cabeça do artista... Existem questões que pinçam obras ou objetos de épocas diferentes e que ora buscam pontos em comum, ora apontam para alguma diferença marcante. Se você adquiriu o hábito de ver as apresentações antes ou logo após às aulas, fique tranquilo com seu repertório visual.
Para facilitar relembrar características gerais de movimentos artísticos, segue um resumão em slides da história da arte:
historia_da_arte_resumo.ppt
E para aumentar seu repertório visual, segue uma apresentação com imagens mais frequentes em vestibulares:
referencias_visuais.ppt
Dica 2: leia, nem que seja um Wiki (afinal,estamos estudando cada movimento e alguns artistas de forma mais detalhada ao longo do ano), sobre a vida e a obra de alguns artistas que são mais solicitados em questões. Os nomes abaixo já apareceram e os primeiros da lista, de forma mais frequente.
Dos estrangeiros: Picasso, Duschamp, Warhol, Van Gogh, Debret, Escher, Pintores Viajantes, Da Vinci
Dos Brasileiros: Portinari, Nelson Leirner, Lygia Clark, Hélio Oiticica, Anita Malfati, Tarsila, Volpi, Brecheret, Villa-Lobos, Cildo Meirelles, Almeida Júnior, Pedro Américo, Aleijadinho, Mestre Athaíde.
Dica 3: Nas nossas aulas percebemos o encadeamento do desenvolvimento artístico na história, mas existem movimentos-chave para a compreensão de uma determinada época. Sendo assim:
- Saiba a diferença entre clássico e não-clássico e saiba identificar as características gerais destas estéticas, desde o renascimento até o realismo.
- Questões que envolvem arquitetura normalmente fazem um contraponto entre o antigo (Egito, Grécia, Roma, Românico, Gótico) e o moderno em algum aspecto, seja geral, como a predominância horizontal ou vertical, a presença de cheios ou vãos, o formato predominante (retangular, curvo), as colunas, os arcos...
- Quando envolvem mobiliário ou vestuário, o contraponto sempre é entre a formalidade antiga e a praticidade moderna, sobretudo após a Bauhaus.
- Quer entender o modernismo? Entenda profundamente o Expressionismo, seja a arte figurativa ou a abstrata. O uso da cor emocional, a deformação e o exagero operando enfaticamente no significado, o abandono da cor real, das formas reais e da perspectiva como busca pela inovação e pela contestação do status vigente. A formação de grupos, a publicação de manifestos, a criação de mostras coletivas para abrir espaço contra a arte acadêmica que dominava os salões.
- Quer entender o modernismo brasileiro e a geração de 30? Faça correlações entre as vanguardas e o estilo de cada artista: o cubismo em Vicente do Rego e Tarsila, o expressionismo em Segal, Malfati, Di Cavalcanti e Portinari, o abstracionismo em Volpi...
- Quer entender a arte contemporânea? Faça correlações do objeto artístico apresentado com o momento histórico: pós guerra, A guerra Fria, o boom tecnológico, o consumismo, o individualismo, os movimentos de contestação (contracultura dos anos 60, o ativismo ecológico, o ativismo feminista, os movimentos negros, o ativismo gay), as releituras, a popularização da arte e a inclusão do público na concepção artística, fazendo parte do processo. Estude Surrealismo e Dadaismo. Estude Pop Art, estude o Concretismo e o Neo-Concretismo.
E sobretudo, perceba que a rotulagem e a separação em movimentos tornou-se obsoleta na pós-modernidade.
Em linhas gerais, é por aí.
Ainda essa semana envio os textos e apresentações finais sobre arte moderna e contemporânea.
Abraço!
Fabio Vicente