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domingo, 20 de março de 2016

WEBQUEST 001: PERCEPÇÃO MUSICAL

Olá, Turma!

Este webquest é voltado para os alunos dos 6ºs ao 9ºs anos do Ensino Fundamental do Colégio Brasília de São Paulo.

Reduza a conversa durante as aulas e apure seus ouvidos para os exemplos musicais exibidos na sala de arte: sua percepção musical TAMBÉM VALE NOTA!!!

Acesse nos links abaixo o material complementar à experiência e anote suas respostas na ficha entregue em sala.

1. Nas primeiras semanas de aula nos dedicamos a ouvir a banda britânica The Beatles. Qual das músicas a seguir não estava na lista executada em sala?
Dica: a música em questão é executada por Paul McCartney com voz e violão apenas e, segundo o Beatle, o personagem central da canção, o melro, pássaro negro, faz alusão aos conflitos raciais na américa nos anos 60, que culminaram com a morte de Martin Luther King.

Canção 1
Canção 2
Canção 3

2. Bach, Pachebel e Vivaldi são expoentes da música barroca. Em qual dos comerciais abaixo contém uma das músicas executadas em sala?
Dica: a música em questão é uma composição de Vivaldi que celebra uma das estações do ano.

Negresco - Nestlé
Coca-cola 2010
Sabonetes Vinólia

3. Mozart, gênio da música clássica, compôs diversas sinfonias. Em nossas aulas ouvimos duas delas. Em qual trecho de filme (James Bond, Crossroads ou Tenacious D) a seguir encontramos uma dessas composições de Mozart executadas na sala de arte?

Crossroads
James Bond - The living daylights
Tenacious D

4. No registro do show da Legião Urbana exibido em sala, há uma canção que não é de autoria da banda. Renato Russo aproveita uma pausa do especial e, conversando com o público, toca uma música de uma banda pop de Porto Rico. Transcreva o refrão dessa música.

Canção 1
Canção 2
Canção 3

5. No especial "Acústico MTV" da Legião Urbana executado em sala, a banda faz uma cover incidental de "Rise", hit da banda britânica Public Image Limited. Ouça as duas versões e explique porque a versão da Legião Urbana é considerada acústica.

Rise - Public Image Limited
On the way home/Rise - Legião Urbana

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Aula #021a: Arte Moderna/Contemporânea - Moda, Música, Dança

Com a chegada do século XX e das vanguardas, que mudaram o panorama das artes visuais e da literatura, percebemos um abandono gradual do acadêmico em todos sentidos. A moda, a dança, a música também abandonam aos poucos o erudito e abraçam cada vez mais o popular. Para exemplificar essa mudança há esse vídeo "100 anos de evolução em uma dança de 100 minutos", que fez  parte de uma campanha publicitária da revista de moda Fashion Westfield, de Londres, em 2011.
O video é um clipe de 100 segundos mostrando a evolução que a moda e os estilos de dança sofreram ao longo dos últimos 100 anos.


100 years of fashion in 100 seconds from aneel on Vimeo.

E, falando em moda, também há estes dois interessantes video divulgados na rede social MODE, que fazem a mesma viagem em 100 anos de moda feminina e masculina.





Abraço!

Fabio Vicente

sábado, 14 de setembro de 2013

Aula #018c: História da Música.

Olá, Criaturas!

Agora que nos aproximamos novamente do neoclassicismo, assunto abordado no início do ano, e em que faremos um salto em direção ao modernismo, publico o video que assistimos em aula, sobre a evolução da música ao longo do tempo, desenhado e editado por Pablo Morales de Los Rios, "História da Música (Historia de la Música - Lecciones Ilustradas)". Também acrescento outra curiosa viagem musical no tempo, onde o grupo vocal Pentatonix fez uma versão brutalissíma em "a cappella" da evolução da música desde a idade média até os dias atuais, com o passar das décadas.

História da Música (Historia de la Música - Lecciones Ilustradas)


A evolução da música em apenas 4 minutos


Listagem das músicas cantadas no vídeo:
11th century- Salve Regina;
1600s- Canon in D – Pachelbel;
1800s- Symphony No. 5 – Beethoven;
1910s- Danny Boy – Frederic Weatherly;
1920s- Old Man River – Jerome Kern & Oscar Hammerstein II;
1930s- Minnie The Moocher – Cab Calloway;
1940s- Boogie Woogie Bugle Boy – The Andrew Sisters;
1950s- I Walk The Line – Johnny Cash; La Bamba – Ritchie Valens;
1960s- Stand By Me – Ben E King; Barbara Ann – Beach Boys; I Want To Hold Your Hand – The Beatles; Respect – Aretha Franklin
1970s- ABC – Jackson 5; Bohemian Rhapsody – Queen;
1980s- Celebration – Kool & The Gang; Don’t Stop Believin’ – Journey; Thriller – Michael Jackson
1990s- Can’t Touch This – MC Hammer; Baby One More Time – Britney Spears; Say My Name – Destiny’s Child; I Want It That Way – The Backstreet Boys
2000s- Hey Ya! – Outkast; Drop it Like Its Hot – Snoop Dogg; Crazy – Gnarls Barkley; Hips Don’t Lie – Shakira; Single Ladies – Beyoncé; I Kissed A Girl – Katy Perry; Bad Romance – Lady Gaga; I Gotta Feelin – Black Eyed Peas
2010s- Baby – Justin Bieber; We Found Love – Rihanna; Some Nights – Fun; Somebody That I Used To Know – Gotye; Gangnam Style – Psy; Call Me Maybe – Carly Rae Jepsen

Abraço!

Fabio Vicente

Aula #018b: Farinelli e os Castrati

Quando falávamos sobre a música no período barroco, exibi um trecho de filme em sala, "FARINELLI (FARINELLI, IL CASTRATO)", sobre os castrati do período barroco. Veja o filme completo abaixo do texto sobre os castrati.

Obs.: Se optar assistir no Youtube, dá pra configurar as legendas para traduzir em português.

Sinopse:

Na Idade Média, a Igreja havia proibido que mulheres cantassem no coral das igrejas. Para não ficar sem as necessárias vozes sopranos, os representantes de Deus na Terra encontraram uma solução ungida: castrar jovens meninos cuja voz tenha sido considerada bela. Assim, nos corais da Santa Igreja não faltariam nunca os sopranos e contraltos. Tudo em nome de Deus. Farinelli é o nome artístico de Carlo Broschi, um jovem cantor do Século XVIII, tempo do grande compositor Handel. Para preservar sua voz, ele foi castrado em sua infância. Durante toda sua vida ele se tornou um grande e famoso cantor de ópera, sendo levado à glória máxima, coberto de ouro por príncipes e venerado pelo público. Enquanto isso, Riccardo seu irmão, tinha uma carreira medíocre como compositor, e seu sucesso e fortuna dependiam da glória de seu irmão.

Informações Técnicas

Direção: Gérard Corbiau
Título no Brasil: Farinelli
Título Original: Farinelli, Il Castrato
País de Origem: Bélgica / França / Itália
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 105 minutos
Ano de Lançamento: 1994
Estúdio/Distrib.: Spectra Nova

Elenco

Stefano Dionisi - Carlo Broschi (Farinelli)
Enrico Lo Verso - Riccardo Broschi
Elsa Zylberstein - Alexandra
Jeroen Krabbé - George Frideric Handel
Caroline Cellier - Margareth Hunter
Renaud du Peloux de Saint Romain - Benedict
Omero Antonutti - Nicola Porpora
Marianne Basler - Countess Mauer
Pier Paolo Capponi - Broschi
Graham Valentine - Prince of Wales
Jacques Boudet - Felipe V

Wikipedia - Farinelli
http://pt.wikipedia.org/wiki/Farinelli

(...)
Os castrati

Castrato (termo extraído do idioma italiano, cuja tradução lusófona trata-se literalmente de "castrado") é o nome pelo qual eram conhecidos os cantores masculinos que, a fim de terem preservada, ainda na fase adulta, a tessitura vocal da infância (cuja extensão vocal é quase idêntica àquela própria das tessituras vocais femininas, sejam de soprano, de mezzo-soprano ou de contralto), eram submetidos a uma operação cirúrgica de corte dos canais provenientes dos testículos, a partir da qual a chamada "mudança de voz" não ocorria.
A prática de castração de jovens cantores teve início no século XVI (tendo surgido a partir da necessidade de vozes agudas nos grupos corais das igrejas da Europa Ocidental, já que a Igreja Católica Apostólica Romana não aceitava mulheres no coro de suas igrejas), atingindo seu auge nos séculos XVII e XVIII (de tal sorte que, nas óperas do compositor barroco alemão Georg Friedrich Händel, por exemplo, o papel do herói era frequentemente escrito para castrato).
Muitos dos rapazes que eram submetidos à castração tratava-se de crianças órfãs ou abandonadas. Algumas famílias pobres, incapazes de criar a sua prole numerosa, entregavam um filho para ser castrado. Em Nápoles, recebiam a sua instrução em conservatórios pertencentes à Igreja, onde lecionavam músicos de renome. Algumas fontes referem que muitas barbearias napolitanas tinham, à entrada, um dístico com a indicação "Qui si castrano ragazzi" ("Aqui castram-se rapazes").
Na segunda metade do século XVIII, com a chegada do verismo na ópera, a popularidade dos castrati entrou em declínio. Durante alguns anos, é verdade, ainda houve desses cantores na Itália, mas, com o decorrer do tempo, porém, esses papéis foram transferidos aos contratenores e, por vezes, às sopranos.
Foi só em 1870, não obstante, que o castratismo destinado a este fim foi terminantemente proibido na Itália (o último país onde ainda era efetuado). E, em 1902, o papa Leão XIII proibiu definitivamente a utilização de castrati nos coros das igrejas.
O último castrato a abandonar o coro da Capela Sistina foi Alessandro Moreschi (1858-1922), no ano de 1913. Há alguns registros fonográficos da voz deste castrato, que, entre 1902 e 1904, gravou exatos dez discos.

FARINELLI (FARINELLI, IL CASTRATO)





Abraço!

Fabio Vicente

Aula #018: O Barroco e o Rococó Europeu e o Barroco Brasileiro

Olá, criaturas!

Baixem as apresentações exclusivas sobre o barroco europeu e brasileiro, clicando em "023_arte_barroca.ppt" e "024_arte_barroca_brasileira.ppt".

O link para o texto com atividades é "texto_ativ_11_hist_art_3EM.pdf".

Os resumos abaixo foram pinçados do site História da Arte e são um guia pra organizar suas anotações.

BARROCO

A arte barroca originou-se na Itália (séc. XVII) mas não tardou a irradiar-se por outros países da Europa e a chegar também ao continente americano, trazida pelos colonizadores portugueses e espanhóis. As obras barrocas romperam o equilíbrio entre o sentimento e a razão ou entre a arte e a ciência, que os artistas renascentistas procuram realizar de forma muito consciente; na arte barroca predominam as emoções e não o racionalismo da arte renascentista. É uma época de conflitos espirituais e religiosos. O estilo barroco traduz a tentativa angustiante de conciliar forças antagônicas: bem e mal; Deus e Diabo; céu e terra; pureza e pecado; alegria e tristeza; paganismo e cristianismo; espírito e matéria. 

Suas características gerais são:

• emocional sobre o racional; seu propósito é impressionar os sentidos do observador, baseando-se no princípio segundo o qual a fé deveria ser atingida através dos sentidos e da emoção e não apenas pelo raciocínio. 
• busca de efeitos decorativos e visuais, através de curvas, contracurvas, colunas retorcidas; 
• entrelaçamento entre a arquitetura e escultura; 
• violentos contrastes de luz e sombra; 
• pintura com efeitos ilusionistas, dando-nos às vezes a impressão de ver o céu, tal a aparência de profundidade conseguida. 

PINTURA

Características da pintura barroca: 

• Composição assimétrica, em diagonal - que se revela num estilo grandioso, monumental, retorcido, substituindo a unidade geométrica e o equilíbrio da arte renascentista. 
• Acentuado contraste de claro-escuro (expressão dos sentimentos) - era um recurso que visava a intensificar a sensação de profundidade. 
• Realista, abrangendo todas as camadas sociais.
• Escolha de cenas no seu momento de maior intensidade dramática. 

Dentre os pintores barrocos italianos: 

Caravaggio
- o que melhor caracteriza a sua pintura é o modo revolucionário como ele usa a luz. Ela não aparece como reflexo da luz solar, mas é criada intencionalmente pelo artista, para dirigir a atenção do observador. 
Obra destacada: Vocação de São Mateus. 

Andrea Pozzo
- realizou grandes composições de perspectiva nas pinturas dos tetos das igrejas barrocas, causando a ilusão de que as paredes e colunas da igreja continuam no teto, e de que este se abre para o céu, de onde santos e anjos convidam os Inícions para a santidade. 
Obra destacada: A Glória de Santo Inácio. 

A Itália foi o centro irradiador do estilo barroco. Dentre os pintores mais representativos, de outros países da Europa, temos: 

Velázquez
- além de retratar as pessoas da corte espanhola do século XVII procurou registrar em seus quadros também os tipos populares do seu país, documentando o dia-a-dia do povo espanhol num dado momento da história. 
Obra destacada: O Conde Duque de Olivares. 

Rubens
(espanhol) - além de um colorista vibrante, se notabilizou por criar cenas que sugerem, a partir das linhas contorcidas dos corpos e das pregas das roupas, um intenso movimento. Em seus quadros, é geralmente, no vestuário que se localizam as cores quentes - o vermelho, o verde e o amarelo - que contrabalançam a luminosidade da pele clara das figuras humanas. 
Obra destacada: O Jardim do Amor. 

Rembrandt
(holandês) - o que dirige nossa atenção nos quadros deste pintor não é propriamente o contraste entre luz e sombra, mas a gradação da claridade, os meios-tons, as penumbras que envolvem áreas de luminosidade mais intensa. 
Obra destacada: Aula de Anatomia. 

ESCULTURA

Suas características são: o predomío das linhas curvas, dos drapeados das vestes e do uso do dourado; e os gestos e os rostos das personagens revelam emoções violentas e atingem uma dramaticidade desconhecida no Renascimento. 

Bernini
- arquiteto, urbanista, decorador e escultor, algumas de suas obras serviram de elementos decorativos das igrejas, como, por exemplo, o baldaquino e a cadeira de São Pedro, ambos na Basílica de São Pedro, no Vaticano. 
Obra destacada: A Praça de São Pedro, Vaticano e o Êxtase de Santa Teresa. 

Para seu conhecimento
Barroco: termo de origem espanhola ‘Barrueco’, aplicado para designar pérolas de forma irregular.

ROCOCÓ

Rococó é o estilo artístico que surgiu na França como desdobramento do barroco, mais leve e intimista que aquele e usado inicialmente em decoração de interiores. Desenvolveu-se na Europa do século XVIII, e da arquitetura disseminou-se para todas as artes. Vigoroso até o advento da reação neoclássica, por volta de 1770, difundiu-se principalmente na parte católica da Alemanha, na Prússia e em Portugal. 
Os temas utilizados eram cenas eróticas ou galantes da vida cortesã (as fêtes galantes) e da mitologia, pastorais, alusões ao teatro italiano da época, motivos religiosos e farta estilização naturalista do mundo vegetal em ornatos e molduras. 
O termo deriva do francês rocaille, que significa "embrechado", técnica de incrustação de conchas e fragmentos de vidro utilizadas originariamente na decoração de grutas artificiais. 
Na França, o rococó é também chamado estilo Luís XV e Luís XVI. 

Características gerais: 

• Uso abundante de formas curvas e pela profusão de elementos decorativos, tais como conchas, laços e flores.
• Possui leveza, caráter intimista, elegância, alegria, bizarro, frivolidade e exuberante.

ARQUITETURA

Durante o Iluminismo, entre 1700 e 1780, o rococó foi a principal corrente da arte e da arquitetura pós-barroca. Nos primeiros anos do século XVIII, o centro artístico da Europa transferiu-se de Roma para Paris. Surgido na França com a obra do decorador Pierre Lepautre, o rococó era a princípio apenas um novo estilo decorativo. 

Principais características: 

• Cores vivas foram substituídas por tons pastéis, a luz difusa inundou os interiores por meio de numerosas janelas e o relevo abrupto das superfícies deu lugar a texturas suaves.
• A estrutura das construções ganhou leveza e o espaço interno foi unificado, com maior graça e intimidade.

Principal Artista: 

Johann Michael Fischer,
(1692-1766), responsável pela abadia beneditina de Ottobeuren, marco do rococó bávaro. Grande mestre do estilo rococó, responsável por vários edifícios na Baviera. Restaurou dezenas de igrejas, mosteiros e palácios. 

ESCULTURA

Na escultura e na pintura da Europa oriental e central, ao contrário do que ocorreu na arquitetura, não é possível traçar uma clara linha divisória entre o barroco e o rococó, quer cronológica, quer estilisticamente. 
Mais do que nas peças esculpidas, é em sua disposição dentro da arquitetura que se manifesta o espírito rococó. Os grandes grupos coordenados dão lugar a figuras isoladas, cada uma com existência própria e individual, que dessa maneira contribuem para o equilíbrio geral da decoração interior das igrejas. 

Principais Artistas: 

Johann Michael Feichtmayr,
(1709-1772), escultor alemão, membro de um grupo de famílias de mestres da moldagem no estuque, distinguiu-se pela criação de santos e anjos de grande tamanho, obras-primas dos interiores rococós. 

Ignaz Günther,
(1725-1775), escultor alemão, um dos maiores representantes do estilo rococó na Alemanha. Suas esculturas eram em geral feitas em madeira e a seguir policromadas. "Anunciação", "Anjo da guarda", "Pietà". 

PINTURA

Durante muito tempo, o rococó francês ficou restrito às artes decorativas e teve pequeno impacto na escultura e pintura francesas. No final do reinado de Luís XIV, em que se afirmou o predomínio político e cultural da França sobre o resto da Europa, apareceram as primeiras pinturas rococós sob influência da técnica de Rubens. 

Principais Artistas: 

Antoine Watteau,
(1684-1721), as figuras e cenas de Watteau se converteram em modelos de um estilo bastante copiado, que durante muito tempo obscureceu a verdadeira contribuição do artista para a pintura do século XIX. 

François Boucher,
(1703-1770), as expressões ingênuas e maliciosas de suas numerosas figuras de deusas e ninfas em trajes sugestivos e atitudes graciosas e sensuais não evocavam a solenidade clássica, mas a alegre descontração do estilo rococó. Além dos quadros de caráter mitológico, pintou, sempre com grande perfeição no desenho, alguns retratos, paisagens ("O casario de Issei") e cenas de interior ("O pintor em seu estúdio"). 

Jean-Honoré Fragonard,
(1732-1806), desenhista e retratista de talento, Fragonard destacou-se principalmente como pintor do amor e da natureza, de cenas galantes em paisagens idílicas. Foi um dos últimos expoentes do período rococó, caracterizado por uma arte alegre e sensual, e um dos mais antigos precursores do impressionismo.

BARROCO (BRASIL)

O estilo barroco desenvolveu-se plenamente no Brasil durante o século XVIII, perdurando ainda no início do século XIX. O barroco brasileiro é claramente associado à religião católica. Duas linhas diferentes caracterizam o estilo barroco brasileiro. Nas regiões enriquecidas pelo comércio de açúcar e pela mineração, encontramos igrejas com trabalhos em relevos feitos em madeira - as talhas - recobertas por finas camadas de ouro, com janelas, cornijas e portas decoradas com detalhados trabalhos de escultura. Já nas regiões onde não existia nem açúcar nem ouro, as igrejas apresentam talhas modestas e os trabalhos foram realizados por artistas menos experientes e famosos do que os que viviam nas regiões mais ricas. 
O ponto culminante da integração entre arquitetura, escultura, talha e pintura aparece em Minas Gerais, sem dúvida a partir dos trabalhos de: 

Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho
- seu projeto para a igreja de São Francisco, em Ouro Preto, por exemplo, bem como a sua realização, expressam uma obra de arte plena e perfeita. Desde a portada, com um belíssimo trabalho de medalhões, anjos e fitas esculpidos em pedra-sabão, o visitante já tem certeza de que está diante de um artista completo. Além de extraordinário arquiteto e decorador de igrejas foi também incomparável escultor. O Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas do Campo, é constituído por uma igreja em cujo adro estão as esculturas em pedra-sabão de doze profetas, cada um desses personagens numa posição diferente e executa gestos que se coordenam. Com isso, ele conseguiu um resultado muito interessante, pois torna muito forte para o observador a sugestão de que as figuras de pedra estão se movimentando. 

Características da escultura de Aleijadinho: 

• Olhos espaçados 
• Nariz reto e alongado
• Lábios entreabertos 
• Queixo pontiagudo 
• Pescoço alongado em forma de V

Manuel da Costa Ataíde
- suas pinturas em tetos das igrejas seguiam as características do estilo barroco, e aliavam-se perfeitamente às esculturas e arquitetura de Aleijadinho. Obra Destacada: Pintura do Teto da Igreja de São Francisco de Assis. 

Para seu conhecimento:

O Mestre Ataíde pintou várias igrejas de Minas Gerais com um estilo próprio e bem brasileiro. Usava cores vivas e alegres e gostava muito do azul. Ataíde utilizava tanto a tinta a óleo (que era importada da Europa) como a têmpera. Os pintores da época nem sempre podiam importar suas tintas. Faziam então suas próprias cores com pigmentos e solventes naturais aqui da terra. Entre outros, usavam terra queimada, leite e óleo de baleia, clara de ovo, além de extratos de plantas e flores. E é claro criavam suas próprias receitas que eram mantidas em segredo. Talvez por isso é que se diz que não existe, no mundo inteiro, um colorido como o das cidades mineiras da época do barroco.

MARTINS, Simone R.; IMBROISI, Margaret H. Renascimento. Disponível em: http://www.historiadaarte.com.br/linhadotempo.html, s.d. Acesso em 02 setembro 2013.

Seguem vídeos sobre o tema. Pincei um video do Professor Fúlvio Pacheco que vocês já conhecem de postagens anteriores, outro sobre Música Barroca, com os maiores compositores do período. A autoria desse segundo não consegui localizar. Também incluí duas composições de Bach, a "Ária da quarta corda",  - com interpretação da violinista Sarah Chang - e "Jesus Alegria dos Homens" - na interpretação do grupo coral Celtic Woman - e "As quatro estações", de Vivaldi

Barroco - Profº Fulvio Pacheco


Música Barroca


J.S. Bach Ária na 4ª Corda - Sarah Chang


Jesus, alegria dos homens - Celtic Woman


Vivaldi - As Quatro Estações


Sobre o vídeo acima:

Le quattro stagioni, conhecidos em português como As Quatro Estações, são quatro concertos para violino e orquestra do compositor italiano Antonio Vivaldi, compostos em 1723 e parte de uma série de doze publicados em Amsterdã em 1725, intitulada Il cimento dell'armonia e dell'inventione. Ao contrário da maioria dos concertos de Vivaldi, estes quatro têm um programa claro: vinham acompanhados por um soneto ilustrativo impresso na parte do primeiro violino, cada um sobre o tema da respectiva estação. Não se sabe a origem ou autoria desses poemas, mas especula-se que o próprio Vivaldi os tenha escrito.
As Quatro Estações é a obra mais conhecida do compositor, e está entre as peças mais populares da música barroca.

Orquestra Filarmônica de Viena
Maestro: Herbert von Karajan
Violinista: Anne-Sophie Mutter

Abraço!

Fabio Vicente

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Aula #017: Arte Renascentista

Olá, criaturas!

Baixem uma apresentação exclusiva sobre o renascimento, clicando em "022_arte_renascentista.ppt".

O link para o texto com atividades é "texto_ativ_10_hist_art_3EM.pdf".

O resumo abaixo foi pinçado do site História da Arte e é um guia pra organizar suas anotações.

RENASCIMENTO

O termo Renascimento é comumente aplicado à civilização européia que se desenvolveu entre 1300 e 1650. Além de reviver a antiga cultura greco-romana, ocorreram nesse período muitos progressos e incontáveis realizações no campo das artes, da literatura e das ciências, que superaram a herança clássica. O ideal do humanismo foi sem duvida o móvel desse progresso e tornou-se o próprio espírito do Renascimento. Trata-se de uma volta deliberada, que propunha a ressurreição consciente (o re-nascimento) do passado, considerado agora como fonte de inspiração e modelo de civilização. Num sentido amplo, esse ideal pode ser entendido como a valorização do Iníciom (Humanismo) e da natureza, em oposição ao divino e ao sobrenatural, conceitos que haviam impregnado a cultura da Idade Média. 

Características gerais: 

• Racionalidade 
• Dignidade do Ser Humano 
• Rigor Científico 
• Ideal Humanista 
• Reutilização das artes greco-romana 

ARQUITETURA

Na arquitetura renascentista, a ocupação do espaço pelo edifício baseia-se em relações matemáticas estabelecidas de tal forma que o observador possa compreender a lei que o organiza, de qualquer ponto em que se coloque. 
“Já não é o edifício que possui o Iníciom, mas este que, aprendendo a lei simples do espaço, possui o segredo do edifício” (Bruno Zevi, Saber Ver a Arquitetura) 

Principais características:

• Ordens Arquitetônicas 
• Arcos de Volta-Perfeita 
• Simplicidade na construção 
• A escultura e a pintura se desprendem da arquitetura e passam a ser autônomas 
• Construções; palácios, igrejas, vilas (casa de descanso fora da cidade), fortalezas (funções militares) 

O principal arquiteto renascentista: 

Brunelleschi
- é um exemplo de artista completo renascentista, pois foi pintor, escultor e arquiteto. Além de dominar conhecimentos de Matemática, Geometria e de ser grande conhecedor da poesia de Dante. Foi como construtor, porém, que realizou seus mais importantes trabalhos, entre eles a cúpula da catedral de Florença e a Capela Pazzi. 

PINTURA

Principais características: 

• Perspectiva: arte de figura, no desenho ou pintura, as diversas distâncias e proporções que têm entre si os objetos vistos à distância, segundo os princípios da matemática e da geometria. 
• Uso do claro-escuro: pintar algumas áreas iluminadas e outras na sombra, esse jogo de contrastes reforça a sugestão de volume dos corpos. 
• Realismo: o artistas do Renascimento não vê mais o Iníciom como simples observador do mundo que expressa a grandeza de Deus, mas como a expressão mais grandiosa do próprio Deus. E o mundo é pensado como uma realidade a ser compreendida cientificamente, e não apenas admirada. 
• Inicia-se o uso da tela e da tinta à óleo. 
• Tanto a pintura como a escultura que antes apareciam quase que exclusivamente como detalhes de obras arquitetônicas, tornam-se manifestações independentes. 
• Surgimento de artistas com um estilo pessoal, diferente dos demais, já que o período é marcado pelo ideal de liberdade e, conseqüentemente, pelo individualismo. 

Os principais pintores foram: 

Botticelli
- os temas de seus quadros foram escolhidos segundo a possibilidade que lhe proporcionavam de expressar seu ideal de beleza. Para ele, a beleza estava associada ao ideal cristão. Por isso, as figuras humanas de seus quadros são belas porque manifestam a graça divina, e, ao mesmo tempo, melancólicas porque supõem que perderam esse dom de Deus. Obras destacadas: A Primavera e O Nascimento de Vênus. 

Leonardo da Vinci
- ele dominou com sabedoria um jogo expressivo de luz e sombra, gerador de uma atmosfera que parte da realidade mas estimula a imaginação do observador. Foi possuidor de um espírito versátil que o tornou capaz de pesquisar e realizar trabalhos em diversos campos do conhecimento humano. Obras destacadas: A Virgem dos Rochedos e Monalisa. 

Michelângelo
- entre 1508 e 1512 trabalhou na pintura do teto da Capela Sistina, no Vaticano. Para essa capela, concebeu e realizou grande número de cenas do Antigo Testamento. Dentre tantas que expressam a genialidade do artista, uma particularmente representativa é a criação do Iníciom. Obras destacadas: Teto da Capela Sistina e a Sagrada Família 

Rafael
- suas obras comunicam ao observador um sentimento de ordem e segurança, pois os elementos que compõem seus quadros são dispostos em espaços amplo, claros e de acordo com uma simetria equilibrada. Foi considerado grande pintor de “Madonas”. Obras destacadas: A Escola de Atenas e Madona da Manhã. 

ESCULTURA

Em meados do século XV, com a volta dos papas de Avinhão para Roma, esta adquire o seu prestígio. Protetores das artes, os papas deixam o palácio de Latrão e passam a residir no Vaticano. Ali, grandes escultores se revelam, o maior dos quais é Michelângelo, que domina toda a escultura italiana do século XVI. Algumas obras: Moisés, Davi (4,10m) e Pietá. Outro grande escultor desse período foi Andrea del Verrochio. Trabalhou em ourivesaria e esse fato acabou influenciando sua escultura. Obra destacada: Davi (1,26m) em bronze. 

Principais Características: 

• Buscavam representar o Iníciom tal como ele é na realidade 
• Proporção da figura mantendo a sua relação com a realidade 
• Profundidade e perspectiva 
• Estudo do corpo e do caráter humano

O Renascimento Italiano se espalha pela Europa, trazendo novos artistas que nacionalizaram as idéias italianas. São eles: 
• Dürer | • Hans Holbein | • Bosch | • Bruegel 

Para seu conhecimento
- A Capela Sistina foi construída por ordem de Sisto IV (retangular 40 x 13 x 20 altura). E é na própria Capela que se faz o Conclave: reunião com os cardeais após a morte do Papa para proceder a eleição do próximo. Lareira que produz fumaça negra - que o Papa ainda não foi escolhido; fumaça branca - que o Papa acaba de ser escolhido, avisa o povo na Praça de São Pedro, no Vaticano 

- Michelângelo dominou a escultura e o desenho do corpo humano maravilhosamente bem, pois tendo dissecado cadáveres por muito tempo, assim como Leonardo da Vinci, sabia exatamente a posição de cada músculo, cada tendão, cada veia. 

- Além de pintor, Leonardo da Vinci, foi grande inventor. Dentre as suas invenções estão: “Parafuso Aéreo”, primitiva versão do helicóptero, a ponte elevadiça, o escafandro, um modelo de asa-delta, etc. 

- Quando deparamos com o quadro da famosa MONALISA não conseguimos desgrudar os olhos do seu olhar, parece que ele nos persegue. Por que acontece isso? Será que seus olhos podem se mexer? Este quadro foi pintado, pelo famoso artista e inventor italiano Leonardo da Vinci (1452-1519) e qual será o truque que ele usou para dar esse efeito? Quando se pinta uma pessoa olhando para a frente (olhando diretamente para o espectador) tem-se a impressão que o personagem do quadro fixa seu olhar em todos. Isso acontece porque os quadros são lisos. Se olharmos para a Monalisa de um ou de outro lado estaremos vendo-a sempre com os olhos e a ponta do nariz para a frente e não poderemos ver o lado do seu rosto. Aí está o truque em qualquer ângulo que se olhe a Monalisa a veremos sempre de frente.

MARTINS, Simone R.; IMBROISI, Margaret H. Renascimento. Disponível em: http://www.historiadaarte.com.br/linhadotempo.html, s.d. Acesso em 02 setembro 2013.

Seguem vídeos sobre o tema. Pincei um video do Professor Fúlvio Pacheco que vocês já conhecem de postagens anteriores, outro sobre Música Renascentista, , produzido pelos alunos do IFES-Guarapari e mais um com a obra do compositor Giovanni Pierluigi da Palestrina - First Book of Madrigals, executada por Concerto Italiano & Rinaldo Alessandrini.

Arte Renascentista


Música Renascentista


Giovanni Pierluigi da Palestrina - First Book of Madrigals


Abraço!

Fabio Vicente

sábado, 30 de março de 2013

Aula #008: Arte Moderna: O Pós-impressionismo

O pós-impressionismo surgiu no final do século XIX, em oposição a máquina fotográfica, que "tomou" o lugar dos artistas na imitação do mundo real. Foram as primeiras tentativas de recuperar o espaço perdido para a máquina: os artistas começaram a desenvolver novas técnicas de pintura, antevendo características da arte que surgiriam com mais força nas vanguardas do século XX.

Há prenúncios do cubismo em Cézanne, do fauvismo em Gauguin, inovações estilísticas como as artes gráficas de Lautrec e o pontilhismo de Seurat e Signac... e Vincent Van Gogh, o precursor do Expressionismo.

Há quem considere essas inovações como uma reação contrária ao impressionismo, outros dizem se tratar de um desenvolvimento da escola, mas o fato é que os artistas considerados pós-impressionistas participaram das exibições impressionistas, mas acabaram por tomar outros rumos na realização de sua arte. A forma das pinturas, o tratamento das cores ou a linha podiam ser objetos de discordância com os impressionistas.

Na escultura destacamos as figuras harmoniosas num total equilíbrio com o ambiente, criadas por Auguste Rodin.

A Música Pós Impressionista segue a tendência das outras artes, inovando no formato e nas técnicas, buscando temas populares, como o Can-can de Offenbach, ou experiências sensoriais como no Bolero de Ravel.

O link para baixar a apresentação vista em sala: "007_art_mod_pos_impress".

O Texto com atividade AINDA É O MESMO. em "texto_ativ_04_hist_art_3EM". Este texto contém material sobre o Naturalismo, o Impressionismo, o Pós-impressionismo e o Pré-modernismo brasileiro. Vale para a aula anterior e para esta aula.

Mas você TAMBÉM DEVE BAIXAR O QUADRO COMPARATIVO DOS ARTISTAS IMPRESSIONISTAS "texto_ativ_04b_hist_art_3EM", que contém as diferenças e semelhanças entre o os artistas do rebanho pós-impressionista, e os movimentos modernos aos quais são considerados precursores.

Segue novamente um vídeo, já postado anteriormente, de um do professores citados nas aulas anteriores, para complementar seus estudos.

A Arte do Século XIX - Luiz Carlos Pellano
Um passeio pela arte do século XIX abordando movimentos como o Academicismo (Neoclássico, Romantismo, Realismo), o Impressionismo e o Pós Impressionismo. Importante: ignorar a classificação de Van Gogh como expressionista. Ele é pós-impressionista. Sua pintura é precursora do movimento moderno expressionismo, pois tem características semelhantes... um erro comum de classificação. Abordaremos isso em outras aulas.

 

 Can-Can - Jacques Offenbach

 

Bolero - Ravel

 

Abraço!

Fabio Vicente

Aula #006: Música Clássica, Romântica e Realista

Nas últimas aulas exploramos - além dos exemplos de pintura, escultura e arquitetura - alguns exemplos musicais para cada período estudado. Vamos rever e ampliar nossos conhecimentos acerca da música erudita no século XIX.

A chamada “Música Clássica” que conhecemos, surge após o período Barroco, coincidindo com toda produção da arte acadêmica. O termo “clássico” deriva do latim “classicus”, que significa cidadão da mais alta classe. Acredito que o termo "Música Erudita" (de "erudição", estudo) seja mais apropriado como termo genérico para este novo tipo de música, uma vez que, assim como todas as outras artes nessa época, passaram a ser objeto de estudo e aprendizado sistemático, para criar uma nova forma de expressão.

Em linhas gerais, o Neoclassicismo tem seu espelho no período Clássico da música. As orquestras tomam forma e começam a ser mais valorizadas. As composições para determinados instrumentos - como as músicas para piano - começam a ficar mais importantes que as de canto. Surgem as sonatas (de "sonare", soar), obras para um ou dois instrumentos, em diversos movimentos, a Sinfonia (soar em conjunto), uma sonata para orquestra e o Concerto, uma espécie de disputa entre o instrumento solo e a orquestra. A ópera, que se origina das apresentações teatrais medievais, se desenvolve a partir do renascimento, mas encontra, no século XVIII e sobretudo durante o século XIX a popularização do erudito, com a temática se tornando mais cotidiana. Assim, temos como exemplo de compositores clássicos Haydn, Glück, Paganini e Mozart, sendo o último o mais emblemático. Compositor e virtuose desde a infância, buscava equilíbrio entre a estrutura formal e a expressividade - como as outras expressões do Neoclassicismo -, passeando nos estilos da moda, como as sonatas, sinfonias e concertos, bem como as óperas como "As Bodas de Fígaro" e "A Flauta Mágica".

Capricce 24 - Paganini



Caprice 24 - Paganini - Metal Version



Sinfonia nº40 - Mozart



O Romantismo na música surge afinado com as expressões literárias e visuais deste período. O artista anseia por liberdade formal e de concepção musical e valoriza os pensamentos e sentimentos mais profundos. A emoção humana é expressa de forma extrema, vigorosa e intensa. Há também espaço para o escapismo, o exótico e o ufanismo nacionalista. Uma geração de compositores se tornam populares, como Chopin, Schumann, Wagner, Verdi, Tchaikovsky, Strauss, e acima de todos, Beethoven. Na obra de Beethoven, sobretudo em suas sinfonias, percebemos a construção do estilo romântico, chegando ao auge na sua Nona Sinfonia - Ode à alegria.

Sonata ao Luar - Beethoven



Moonlight - Viper



O Realismo, com seu enfoque no cotidiano e na crítica social, fruto da industrialização, encontra nas óperas seu meio de expressão. Repleta de tipos populares, as desigualdades sociais, a vida do proletariado, sobretudo o cotidiano urbano são temas explorados em obras como "Canção do Gondoleiro" de Mendelssohn, "O barbeiro de Sevilha", de Rossini, e "Carmem" de Bizet. Mas ainda há o predomínio do romantismo nas óperas, como em "Sonhos de uma noite de verão", de Mendelssohn e em "Aída" de Verdi, contemporâneas a essas outras, têm suas tramas explorando o exótico, as paixões e o trágico.

O Barbeiro de Sevilha - "Figaro" - Rossini

 

Sonhos de uma Noite de verão - "Marcha nupcial" - Mendelssohn

 

 Aida - "Glória all' Egito" - Verdi



 Carmen - Bizet

 

Sinopse de "Carmen":

Carmen é uma ópera em quatro atos do compositor francês Georges Bizet, com libreto de Henri Meilhac e Ludovic Halévy, baseada na novela homônima de Prosper Mérimée. Estreou em 1875, no Ópera-Comique de Paris. Ambientada em 1820, em algumas versões tem início com Don José preso, condenado a morte, narrando sua história. Ele era um cabo da guarda, noivo de Micaela, que costumava levar notícias de sua mãe e conhece a cigana Carmen que se envolve numa briga com uma colega que trabalha na fabrica de cigarros em Sevilha. Esta lhe atira uma rosa no rosto e ele guarda, um pouco fascinado pela cigana. Presa, ela o convence a deixá-la escapar. Feito isso, ele é preso pelo capitão Zuniga enquanto Carmen canta na taberna com os amigos ciganos, onde aparece o toureiro Escamillo que se apaixona dela. Solto, D. Jose vai procurá-la, diz que a rosa o enfeitiçou e ela o desafia a seguí-la em suas andanças com os ciganos. O capitão se encontra com ele, quase fazem um duelo e Jose decide desertar para seguí-la com o bando. Durante uma sessão de leitura de cartas com as amigas Mercedes e Frasquita ele ve aterrorizada que seu destino é a morte por amor de outro.Enquanto está com o bando, encontra Escamillo que revela estar apaixonado pela cigana o que faz com que quase duelem. Micaela aparece para contar que sua mãe está para morrer e quer vê-lo, o que faz com que ele abandone o grupo. Carmen fica com Escamillo e após uma vitória numa tourada Don Jose aparece tentendo convencê-la a voltar para ele ou acontecerá uma tragédia. Ela não dá ouvidos, joga o anel que ele havia lhe dado diz que ama Escamillo e ele a mata com um punhal. (retirado de Music.art.br)

Abraço!

Fabio Vicente