domingo, 20 de março de 2016

WEBQUEST 001: PERCEPÇÃO MUSICAL

Olá, Turma!

Este webquest é voltado para os alunos dos 6ºs ao 9ºs anos do Ensino Fundamental do Colégio Brasília de São Paulo.

Reduza a conversa durante as aulas e apure seus ouvidos para os exemplos musicais exibidos na sala de arte: sua percepção musical TAMBÉM VALE NOTA!!!

Acesse nos links abaixo o material complementar à experiência e anote suas respostas na ficha entregue em sala.

1. Nas primeiras semanas de aula nos dedicamos a ouvir a banda britânica The Beatles. Qual das músicas a seguir não estava na lista executada em sala?
Dica: a música em questão é executada por Paul McCartney com voz e violão apenas e, segundo o Beatle, o personagem central da canção, o melro, pássaro negro, faz alusão aos conflitos raciais na américa nos anos 60, que culminaram com a morte de Martin Luther King.

Canção 1
Canção 2
Canção 3

2. Bach, Pachebel e Vivaldi são expoentes da música barroca. Em qual dos comerciais abaixo contém uma das músicas executadas em sala?
Dica: a música em questão é uma composição de Vivaldi que celebra uma das estações do ano.

Negresco - Nestlé
Coca-cola 2010
Sabonetes Vinólia

3. Mozart, gênio da música clássica, compôs diversas sinfonias. Em nossas aulas ouvimos duas delas. Em qual trecho de filme (James Bond, Crossroads ou Tenacious D) a seguir encontramos uma dessas composições de Mozart executadas na sala de arte?

Crossroads
James Bond - The living daylights
Tenacious D

4. No registro do show da Legião Urbana exibido em sala, há uma canção que não é de autoria da banda. Renato Russo aproveita uma pausa do especial e, conversando com o público, toca uma música de uma banda pop de Porto Rico. Transcreva o refrão dessa música.

Canção 1
Canção 2
Canção 3

5. No especial "Acústico MTV" da Legião Urbana executado em sala, a banda faz uma cover incidental de "Rise", hit da banda britânica Public Image Limited. Ouça as duas versões e explique porque a versão da Legião Urbana é considerada acústica.

Rise - Public Image Limited
On the way home/Rise - Legião Urbana

domingo, 2 de agosto de 2015

História da Arte - A&U, Univille, 2013

O Documentário "História da Arte - A&U Univille 2013", produzido pela Universidade Univille, de Santa Catarina, para os cursos da área de arquitetura e urbanismo, abrange a história da arte desde a pré-história até a idade média.

A Universidade da Região de Joinville (UNIVILLE) é uma instituição privada comunitária brasileira de ensino superior, mantida pela Fundação Educacional da Região de Joinville - FURJ, entidade de direito privado, sem fins lucrativos, com autonomia didático-científica, administrativa, financeira e disciplinar, exercida na forma da lei e dos seus estatutos. Atua nos processos de Ensino, Pesquisa e Extensão. Possui sedes em Joinville, São Bento do Sul e São Francisco do Sul. Integra o Sistema ACAFE - Associação Catarinense das Fundações Educacionais.




Bons estudos!

Fabio Vicente

quinta-feira, 5 de março de 2015

O Conhecimento Secreto

Quando começamos a explorar a arte acadêmica ficamos embasbacados com o nível de perfeccionismo nos detalhes das pinturas, não é mesmo? Recordemos que, dentre os fatores que contribuíram para isso desde o renascimento, havia o Mecenato: havia quem financiasse o trabalho artístico. O artista podia se dedicar à arte full time por ser bem remunerado (e vice-versa).

Um dado pouco explorado na história da arte é o uso da tecnologia para facilitar o ofício do artista, ou seja, se houvesse algum tipo de artifício que facilitasse a aproximação da realidade, com certeza o artista faria uso disso. Perfeição em menor tempo resultaria em melhores encomendas.

"David Hockney e o Conhecimento Secreto", Documentário da BBC de 2003, de 1h11min de duração, aproximadamente, é o resultado do estudo do artista inglês David Hockney, que pesquisou como os pintores do passado representaram o mundo de forma tão precisa... Nessa busca, descobriu que alguns artistas, ao que parece, podem ter usado a ciência da época, com espelhos e lentes como ajuda no processo de criação de suas obras-primas. Sua busca viaja no tempo e retoma a passagem do estilo tosco medieval para a perfeição dos flamencos e dos primeiros renascentistas, passeando pelo barroco e pelo academicismo, que faziam uso desses artifícios.

Assistam e ampliem sua visão sobre esta arte que nos fascina tanto, que se baseia na imitação da realidade e comecem a reconhecer o lado humano, desmistificando a aura divina, desses geniais artistas.


Bom divertimento,

Fabio Vicente

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Os clássicos ganham vida com a magia digital

Grandes obras-primas do simbolismo, maneirismo, paisagismo, romantismo e neoclassicismo ganham movimento. BEAUTY, projecto de Rino Stefano Tagliafierro transforma gestos "congelados" das pinturas em animações digitais. Conheça mais detalhes, como as pinturas utilizadas e o manifesto descrito abaixo, no site do projeto.

Update: O diretor retirou a versão completa do ar temporariamente por questões de regulamentos de festivais onde o curta tem participado. Assim que disponibilizar a versão completa novamente substituo a versão curta. Leia a nota do diretor, publicada no seu canal no Youtube, em fevereiro de 2014.
" We are sorry to inform you that, owing to the regulations of a series of important international festivals in which B E A U T Y will take part, for a certain period of time the video will not be available in its complete version."

Update II: encontrei no site Tune.pk a versão integral do vídeo que posto novamente abaixo. Não vou retirar a versão curta por que, de repente, podem retirar essa versão do ar pelos motivos explanados acima.

VERSÃO INTEGRAL



VERSÃO CURTA


O enigma da Beleza

«Tempo voraz, corta as garras do leão,
E faze a terra devorar sua doce prole;
Arranca os dentes afiados da feroz mandíbula do tigre,
E queima a eterna fênix em seu sangue; »
(W. Shakespeare, Soneto nº 19)

Na beleza sempre pairam lentas nuvens do destino e do tempo que a tudo devoram. A Beleza é cantada, apresentada e descrita desde a antiguidade como o fugaz momento de felicidade e plenitude da vida inesgotável, desde o início destinado a um desfecho trágico e redentor. Nesta interpretação de Rino Stefano Tagliafierro beleza é relatada através do poder expressivo de gestos que brotam da imobilidade da pintura, animando um sentimento perdido na fixidez das as obras-primas em um museu. Como se nessas imagens que a história da arte nos deu fosse congelado um movimento que hoje pode voltar à vida graças ao fogo da invenção digital.
Uma série de imagens bem selecionadas da mais bela tradição da pintura (desde a Renascença até o Simbolismo do final do século XIX, através do Maneirismo, Naturalismo, Romantismo e Neoclassicismo) são justapostos com uma intenção de retratar o sentimento por trás do véu das aparências. Uma inspiração que nos dá uma sensação de transitoriedade e brevidade existencial onde o autor interpreta a dignidade trágica com um desencanto capaz de compreender o significado mais profundo de uma imagem.
A Beleza nesta interpretação é parceira silenciosa da vida, que inexoravelmente procede do sorriso da criança, através do êxtase erótico, para a careta de dor que fecha um ciclo que se repete indefinidamente. Significativa a partir deste ponto de vista, são as palavras de um nascer do sol em cujo céu romântico voam grandes pássaros negros em diração do por do sol, além de ruínas góticas que completam a peça, uma obra de tempo fugaz.

Giuliano Corti

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Opção de carreira: Bacharelado em História da Arte

Olá, Criaturas!

Outro dia me perguntaram sobre sobre opções de cursos em nível superior para formação em História da Arte. Aí vão algumas informações:

(...)Esse profissional é especialista na área de cultura e artes, desde as manifestações tradicionais, como pintura, escultura e gravura, até as que utilizam outras linguagens, como cinema e web. Pode atuar como crítico, gestor, consultor e curador de exposições e eventos culturais e artísticos. Define as obras e os artistas que participarão de uma mostra e faz a concepção e a supervisão da exposição. Em museus, galerias, centros culturais e institutos de arte, planeja ações como visitação pública e conservação do patrimônio e cuida da administração do estabelecimento. Também pode ocupar-se de acervos particulares ou de empresas.(...) (Fonte: Guia do Estudante)

Como área de formação específica, o curso existe em opções de Bacharelado, Licenciatura e Pós Graduação. Mas também faz parte da grade curricular de cursos da área de Arte e Design como: Arte, Artes Visuais, Desenho Industrial, Design, Moda, Teatro/Artes Cênicas, Música...
Como formação específica em nível de bacharelado, pode ser encontrado nas Universidades listadas abaixo. A melhor cotada entre elas é a UERJ, mas há boas opções em São Paulo, como a Unifesp e a PUC. Veja detalhes nas páginas linkadas a seguir:






Abraço!

Fabio Vicente

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Aula #021a: Arte Moderna/Contemporânea - Moda, Música, Dança

Com a chegada do século XX e das vanguardas, que mudaram o panorama das artes visuais e da literatura, percebemos um abandono gradual do acadêmico em todos sentidos. A moda, a dança, a música também abandonam aos poucos o erudito e abraçam cada vez mais o popular. Para exemplificar essa mudança há esse vídeo "100 anos de evolução em uma dança de 100 minutos", que fez  parte de uma campanha publicitária da revista de moda Fashion Westfield, de Londres, em 2011.
O video é um clipe de 100 segundos mostrando a evolução que a moda e os estilos de dança sofreram ao longo dos últimos 100 anos.


100 years of fashion in 100 seconds from aneel on Vimeo.

E, falando em moda, também há estes dois interessantes video divulgados na rede social MODE, que fazem a mesma viagem em 100 anos de moda feminina e masculina.





Abraço!

Fabio Vicente

domingo, 3 de novembro de 2013

Aula #021: Modernismo Brasileiro - Primeira Fase, de 1922 a 1930

Olá, criaturas!

Influenciados pelas vanguardas européias e buscando uma nova forma para a arte brasileira, opondo-se ao academicismo uma geração de artistas modernos, escritores, músicos, pintores escultores inauguram um período de inovações, consolidando a arte brasileira no cenário mundial.

O resumo abaixo foi pinçado do site História da Arte e é um guia pra organizar suas anotações.

MODERNISMO BRASILEIRO (Primeira Fase 1922-1930)

SEMANA DE 22
Essa arte nova aparece inicialmente através da atividade crítica e literária de Oswald de Andrade, Menotti del Picchia, Mário de Andrade e alguns outros artistas que vão se conscientizando do tempo em que vivem. Oswald de Andrade, já em 1912, começa a falar do Manifesto Futurista, de Marinetti, que propõe “o compromisso da literatura com a nova civilização técnica”. 

Mas, ao mesmo tempo, Oswald de Andrade alerta para a valorização das raízes nacionais, que devem ser o ponto de partida para os artistas brasileiros. Assim, cria movimentos, como o Pau-Brasil, escreve para os jornais expondo suas idéias renovadores de grupos de artistas que começam a se unir em torno de uma nova proposta estética. Antes dos anos 20, são feitas em São Paulo duas exposições de pintura que colocam a arte moderna de um modo concreto para os brasileiros: a de Lasar Segall, em 1913, e a de Anita Malfatti, em 1917. 

A exposição de Anita Malfatti provocou uma grande polêmica com os adeptos da arte acadêmica. Dessa polêmica, o artigo de Monteiro Lobato para o jornal O Estado de S. Paulo, intitulado: “A propósito da Exposição Malfatti”, publicado na seção “Artes e Artistas” da edição de 20 de dezembro de 1917, foi a reação mais contundente dos espíritos conservadores. 

No artigo publicado nesse jornal, Monteiro Lobato, preso a princípios estéticos conservadores, afirma que “todas as artes são regidas por princípios imutáveis, leis fundamentais que não dependem do tempo nem da latitude”. Mas Monteiro Lobato vai mais longe ao criticar os novos movimentos artísticos. Assim, escreve que “quando as sensações do mundo externo transformaram-se em impressões cerebrais, nós ‘sentimos’; para que sintamos de maneira diversa, cúbica ou futurista, é forçoso ou que a harmonia do universo sofra completa alteração, ou que o nosso cérebro esteja em ‘pane’ por virtude de alguma grave lesão. Enquanto a percepção sensorial se fizer normalmente no Iníciom, através da porta comum dos cinco sentidos, um artista diante de um gato não poderá ‘sentir’ senão um gato, e é falsa a ‘interpretação que do bichano fizer um totó, um escaravelho ou um amontoado de cubos transparentes”. 

Em posição totalmente contrária à de Monteiro Lobato estaria, anos mais tarde, Mário de Andrade. Suas idéias estéticas estão expostas basicamente no “Prefácio Interessantíssimo” de sua obra Paulicéia Desvairada, publicada em 1922. Aí, Mário de Andrade afirma que: 

“Belo da arte: arbitrário convencional, transitório - questão de moda. Belo da natureza: imutável, objetivo, natural - tem a eternidade que a natureza tiver. Arte não consegue reproduzir natureza, nem este é seu fim. Todos os grandes artistas, ora conscientes (Rafael das Madonas, Rodin de Balzac.Beethoven da Pastoral, Machado de Assis do Braz Cubas) ora inconscientes ( a grande maioria) foram deformadores da natureza. Donde infiro que o belo artístico será tanto mais artístico, tanto mais subjetivo quanto mais se afastar do belo natural. Outros infiram o que quiserem. Pouco me importa”. (Mário de Andrade, Poesias Completas) 

Embora existia uma diferença de alguns anos entre a publicação desses dois textos, eles colocam de uma forma clara as idéias em que se dividiram artistas e críticos diante da arte. De um lado, os que tendiam que a arte fosse uma cópia fiel do real; do outro, os que almejavam uma tal liberdade criadora para o artista, que ele não se sentisse cerceado pelo limites da realidade. 

Essa divisão entre os defensores de uma estética conservadora e os de uma renovadora, prevaleceu por muito tempo e atingiu seu clímax na Semana de Arte Moderna realizada nos dias 13, 15 e 17 de fevereiro de 1922, no Teatro Municipal de São Paulo. No interior do teatro, foram apresentados concertos e conferências, enquanto no saguão foram montadas exposições de artistas plásticos, como os arquitetos Antonio Moya e George Prsyrembel, os escultores Vítor Brecheret e W. Haerberg e os desenhistas e pintores Anita Malfatti, Di Cavalcanti, John Graz, Martins Ribeiro, Zina Aita, João Fernando de Almeida Prado, Ignácio da Costa Ferreira, Vicente do Rego Monteiro e Di Cavalcanti (o idealizador da Semana e autor do desenho que ilustra a capa do catálogo). 

MANIFESTO ANTROPOFÁGICO
Publicado na Revista Antropofagia (1928), propunha basicamente a devoração da cultura e das técnicas importadas e sua reelaboração com autonomia, transformando o produto importado em exportável. O nome do manifesto recuperava a crença indígena: os índios antropófagos comiam o inimigo, supondo que assim estavam assimilando suas qualidades. 
A idéia do manifesto surgiu quando Tarsila do Amaral, para presentear o então marido Oswald de Andrade, deu-lhe como presente de aniversário a tela Abaporu (aba = Iníciom; poru = que come). 
Estes eventos da Semana de Arte Moderna foram o marco mais caracterizador da presença, entre nós, de uma nova concepção do fazer e compreender a obra de arte. 

ANITA MALFATTI
(1889-1964) – Filha de imigrantes de origem italiana e alemã, Anita Catarina Malfatti nasceu em São Paulo, em dezembro de 1889, com um defeito congênito na mão direita. Foi operada na Itália, aos 3 anos de idade, mas nunca se livrou da atrofia na mão e no braço. Teve de aprender a escrever, e mais tarde a pintar, com a mão esquerda. Anita viria a descobrir sua vocação em 1910, quando chega a Berlim. Permanece na Alemanha até 1914. Aluna da Academia de Belas Artes de Berlim, também teve aulas com pintores de renome, como Lovis Corinth. Depois de uma breve passagem pelo Brasil, viaja, em 1915, para Nova York, onde matricula-se na Independence School of Art. Volta ao País, destinada a causar polêmica. Em dezembro de 1917, Anita expõe, em São Paulo, obras identificadas com a liberdade formal das vanguardas européias e norte-americanas, como “A Boba”, “O Iníciom Amarelo”, “A Mulher de Cabelos Verdes” e a “Estudante Russa”. A reação nos meios intelectuais, expressa no artigo de Monteiro Lobato “Paranóia ou Mistificação”, é violenta. “Então começou o peso do ostracismo. Todo meu trabalho ficou cortado, alunos, vendas de quadros – e começaram as brigas nos jornais”, revelou a pintora. Anita participa da Semana de 22, mas ainda traumatizada pela hostilidade ao seu trabalho, afasta-se, progressivamente, da vanguarda. Em 1923, Anita embarca para um período de cinco anos de estudos na França. Participa de exposições coletivas de arte moderna nos anos 30 e 40 e da 1ª. Bienal de São Paulo, em 1951. Na 7ª. Bienal, em 1963, é Inícionageada com uma grande retrospectiva. Anita morre em 1964, em São Paulo. “Devo a ela e à força dos seus quadros a revelação do novo e a convicção da revolta”, disse sobre a amiga, Mário de Andrade. 

DI CAVALCANTI
(1897-1976)– “A cultura não se apega aos meus sentidos, sou sempre o vagabundo, o Iníciom da madrugada, o amoroso de muitos amores”. Nascido Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Mello, em setembro de 1897, no Rio, Di Cavalcanti registra como ninguém o povo brasileiro. “É sempre o mais exato pintor das coisas nacionais”, escreveu Mário de Andrade. “Não confundiu o Brasil com paisagens e em vez de Pão de Açúcar nos dá sambas, em vez de coqueiros, mulatas, pretos e carnavais”. Em 1917, muda-se para São Paulo e matricula-se no curso de direito do Largo São Francisco. Empregado como revisor no jornal O Estado de S.Paulo, expõe suas caricaturas numa livraria do centro da cidade. Em 1921, mergulha de vez na pintura, já associado ao grupo modernista. No ano seguinte, conhece o escritor Paulo Prado. “Falamos naquela noite, e em outros encontros, da Semana de Deauville e outras semanas da elegância eurepéia. Eu sugeri Paulo Prado a nossa semana, que seria uma semana de escândalos literários e artísticos, de meter os estribos na barriga burguesiazinha paulistana.” Estava lançada a semente da Semana de Arte Moderna. Di faz a ponte entre as vanguardas do Rio e de São Paulo e ilustra a capa dos catálogos. Mas já se distingue dos colegas como Anita Malfatti, Brecheret e Lasar Segall, cujo modernismo, acredita, “tinha o selo da convivência com Paris, Roma e Berlim”. “Meu modernismo coloria-se do anarquismo cultural brasileiro e, se ainda claudicava, possuía o dom de nascer com os erros, a inexperiência e o lirismo brasileiros”. Mesmo assim, Di busca um maior contato com a arte moderna européia. Mora em Paris entre 1923 e 25. A cultura não apaga, aguça seus sentidos. Na volta, redescobre o Brasil e sua gente, num encantamento que matéria sempre renovado ao longo da vida. Em 1955, recebe o Primeiro Prêmio de Pintura para artista nacional, na 3ª. Bienal de São Paulo. Dez anos depois, a 8ª. Bienal apresenta uma retrospectiva com 53 trabalhos. Produz muito na velhice, Precisa pagar dívidas, mesmo às custas da qualidade do trabalho. Em 1971, o Museu de Arte Moderna promove uma retrospectiva com 470 telas. Di morre no Rio, em 1976, Glauber Rocha filme o velório, mas o material permanece virtualmente inédito, por pressão da família do pintor. 

VICTOR BRECHERET
(1894-1955) – Nascido em Viterbo, Itália, em 1894, Vittorio Brecheret muda-se ainda criança para o Brasil Começa a estudar arte em 1912, no Liceu de Artes e Ofícios. No ano seguinte, embarca para a Itália, onde torna-se discípulo do escultor Dazzi. Realiza sua primeira exposição, no Salão dos Escultores Amadores, em 1918, ano no qual retorna ao Brasil. Em 1920, apresenta num concurso público a maquete do “Monumento às Bandeiras” e conhece Di Cavalcanti, Oswald e Menotti Del Picchia. Em 1921, a Prefeitura adquire a escultura “Eva”, exposta na Casa Byington. Com uma bolsa do Estado, parte rumo a Paris, deixando com os amigos as obras que serão apresentadas no ano seguinte, na Semana de Arte Moderna. Participa, na França, do Salão de Outono. Em 1923, descobre a arte de Brancusi, uma de suas influências. É premiado no Salão de Outono com “Sepultamento”, feito sob encomenda para o jazigo da família Guedes Penteado no Cemitério da Consolação.      
Volta ao Brasil em 1925, mas continua expondo no exterior em mostras como o Salão dos Independentes, em Paris, em 1929. Sua consagração viria quatro anos depois, com a compra pelo governo francês da obra em granito “Grupo”, para o Musée du Jeu de Paume, e a condecoração com a Legião de Honra. Em 1936, dá início ao “Monumento às Bandeiras”, maior escultura do mundo, que só seria inaugurado em janeiro de 1953, no Parque do Ibirapuera. O monumento, que inclui um auto-retrato e figuras inspiradas em amigos de Brecheret, é considerado uma das suas obras-primas do século 20. Em 1941, vence o concurso público “Monumento a Caxias”, em São Paulo. Realiza, entre 1942 e 46, esculturas para a capela do Hospital das Clínicas. Em 1950, é convidado para a Bienal de Veneza. No ano seguinte, recebe o Primeiro Prêmio de Escultura na 1ª. Bienal de São Paulo. Ainda voltaria a Veneza e à Bienal paulistana antes de morrer, em dezembro de 1955, em São Paulo. 

MÁRIO ZANINI
(1907-1971) – Nascido em São Paulo, em 1907, Mário Zanini pertence à geração de pintores de origem proletária que ajudou a consolidar o modernismo no Brasil, reunida no Grupo Santa Helena, embrião da Família Artística Paulista. Começa a estudar pintura na Escola Profissional Masculina o Brás, em 1920. De 1924 a 26, cursa desenho e artes no Ateliê de Artes e Ofícios. Em 1927, conhece Alfredo Volpi, uma de suas maiores influências, que, como ele, ganha a vida como pintor especializado em decoração de interiores. Seus primeiros trabalhos trazem a marca do movimento macchiaiolli, italiano. Ao contrário dos impressionistas, nos macchiaiolli o uso da mancha é posto a serviço de uma estética mais próxima do realismo. Em 1934, participa de sua primeira exposição, no Salão Paulista de Belas Artes. Nos Salões de Maio, em 1938 e 39, Zanini arranca elogios de críticos como Mário de Andrade e Sérgio Milliet. Nos anos 40, freqüenta o Osirarte ateliê de azulejaria criado por Paulo Rossi Osir. Expõe, entre 1940 e 48, no Salão Nacional de Belas Artes, no Rio. Embora a figura ainda seja central em sua obra, seus contornos são cada vez mais simplificados. No inicio da década de 50, Zanini participa da 1ª. E 2ª. Bienais de São Paulo. A tendência à depuração acentua-se, aproximando sua obra do construtivismo. Desenvolve também trabalhos como ceramista, no ateliê de Bruno Giorgi. Em 1959, é convidado novamente para a Bienal. Nos anos 60, abandona pesquisas formais e retoma o figurativismo. Morre em 1971, em São Paulo. 

VOLPI
(1896-1988) – A família de Alfredo Volpi mudou-se de Lucca, na Itália, para o Brasil quando ele tinha 1 ano , em 1897. No cenário suburbano do Cambuci, o humilde imigrante pinta paredes. Aos 19 anos, começa a trabalhar com decoração de interiores e a retratar paisagens dos arredores de São Paulo. A partir de 1937, o núcleo Santa Helena dá origem à Família Artística Paulista. Os artistas, a maioria autodidatas, saídos de profissões artesanais, são preteridos pela organização do 1ª. Salão de Maio. Decidem então criar o Salão da Família Artística Paulista, que conta com a participação de convidados como Anita Malfatti. Em sua segunda edição, dois anos depois, o salão atrai nomes como Portinari e Ernesto de Fiori. Nessa altura, os santelenistas já tinham aberto as portas do Salão de Maio, onde têm presença marcante em 1939. Na década de 40, as paisagens começam a abrir espaço para composições com temas como janelas, fachadas e bandeirolas. Em 1950, recebe o Prêmio de Viagem ao Estrangeiro no Salão Nacional de Belas Artes. Vai à Itália, onde recebe a influência dos mestres pré-renascentistas. Sua pintura torna-se mais despojada, num percursos, sem rumo à abstração geométrica pura. Em 1951, participa da 1ª. Bienal de São Paulo. No ano seguinte, está presente na Bienal de Veneza. Na segunda edição da Bienal paulistana, recebe sua maior consagração, o prêmio de Melhor Pintor Nacional. Em meados da década, deixa-se influenciar pelo concretismo – participa da Exposição Nacional de Arte Concreta, no Museu de Arte Moderna do Rio, em 1956 – sem renunciar a um estilo absolutamnete pessoal e característico. “Volpi pinta volpis”, descreve Willys de Castro. Em 1957, o MAM carioca organiza sua primiera retorspectiva. O mesmo ocorre na 6ª. Bienal de São Paulo. Consagrado pela crística e pelo público, continua a morar no mesmo Cambuci da juventude . Morre em São Paulo, em 1988. 

ALDO BONADEI
(1906-1974) – Nascido em São Paulo em 17 de julho de 1906, Aldo Cláudio Felipe Bonadei mostra-se um talento precoce. Conclui seu primeiro trabalho a óleo com 9 anos de idade. Autodidata, inicia, em 1923, um período de cinco anos de estudos com o pintor Pedro Alexandrino. Outra influência marcante é a do professor de arte Amadeo Scavone, com quem trava contato em 1929. “Com ele, aprendi a pensar”, diria Bonadei mais tarde. Viaja em 1928 para a Itália, onde freqüenta a Academia de Belas Artes de Florença. Volta a São Paulo em 1931. Três anos depois, recebe o Prêmio Prefeitura de São Paulo, no Salão Paulista de Belas Artes. Em 1935, passa a integrar o Grupo Santa Helena. Em 1946, expõe numa coletiva de brasileiros no Chile. Em 1951, participa da 1ª. Bienal de São Paulo, à qual estará presente em cinco das seis primeiras edições. Em 1952, figura em diversos eventos no exterior: Bienais de Veneza e Cuba, Salão de Maio, em Paris, Mostra de Artistas Brasileiros no Chile, e uma exposição no Japão. Em 1962, vence o Prêmio de Viagem ao Exterior do 11º. Salão de Arte Moderna de São Paulo. Passa três meses em Portugal, retomando interesse pelas paisagens. A fase final de sua produção marca a volta do figurativo. Morre em São Paulo, em 1974. 

REBOLO
(1902-1980) Nascido em São Paulo, em 1902, Francisco Rebolo Gonzalez é o patrono do grupo Santa Helena, que impulsionou a carreira de outros autodidatas como Aldo Bonadei, Mário Zanini, Clóvis Graciano, Fúlvio Pennacchi, Humberto Rosa e Alfredo Volpi. Começa sua formação como aprendiz de decorador na Igreja de Santa Efigênia. Em 1934, muda o escritório para o Edifício Santa Helena, na Praça da Sé. Em 1935, Zanini passa a dividir o aluguel com o amigo e, dois anos depois, a formação do grupo está concluída. Embora se distinga pela preocupação com o domínio da técnica e pela prática da pintura ao ar livre, o Santa Helena não se caracteriza como um movimento. Com suas paisagens, retratos dos subúrbios paulistanos, Rebolo expõe no Salão Paulista de Belas Artes, em 1936. No ano seguinte, os santelenistas – marginalizados por praticar uma arte que foge aos padrões convencionais sem, no entanto, filiar-se ao cosmopolita núcleo do modernismo – criam o Salão da Família Artística Paulista. Nas décadas de 40 e 50, Rebolo permanece fiel ao figurativismo, ainda que incorporando elementos geométricos. “Não acredito no abstracionismo por lhe faltar conteúdo humano, assim como não acredito na arte depurada de qualquer realidade”, explica. Convidado, no início dos anos 50, para as duas primeiras edições da Bienal de São Paulo, recebe o Prêmio de Viagem ao Estrangeiro no Salão Nacional de Arte Moderna, em 1954. Em 1968, é destaque da mostra “A Família Artística Paulista – 30 Anos Depois”. Morre de infarto em São Paulo, em 1980. 
     
BRUNO GIORGI
(1905- 1993) Nascido em Mococa, interior paulista, em 1905, Bruno Giorgi começa a estudar arte na Itália, em 1920. Na década de 30, é preso por sua oposição ao emergente Mussolini. Extraditado para o Brasil em 1935, o escultor volta à Europa no ano seguinte. Em 1937, matricula-se em academias de Paris e conhece um de seus mestres, Aristides Mailol. Retorna ao Brasil, 1939, e logo depois trava contato com o Grupo Santa Helena, de Volpi, Rebolo e Bonadei. Muda-se para o Rio em 1943, cidade onde viveria o resto de sua vida. O Ministério da Educação e Cultura abre espaço, em 1947, para a primeira de uma longa séria de obras de Giorgi instaladas em áreas públicas, o “Monumento à Juventude Brasileira”. Participa da Bienal de Veneza, em 1950. No ano seguinte é um dos destaques da 1ª. Bienal de São Paulo e do Salão Paulista de Arte Moderna, no qual é agraciado com o Primeiro Prêmio Governo do Estado. Volta a Veneza em 1952 e à Bienal de São Paulo em 1953, recebendo a distinção de Melhor Escultor Nacional. Em 1960, Giorgi entrega sua obra mais conhecida, “candangos”, exposta na Praça dos Três Poderes, em Brasília. Outro monumento marcante do escultor na cidade é “Meteoro”, de 1967, no prédio do Itamaraty. Nos anos 70, as obras de Giorgi chegam ao espaço público das duas maiores cidades brasileiras. Em 1978, é inaugurada “Condor”, na Praça da Sé, em São Paulo. No ano seguinte é a vez de “Construção” no Parque da Catacumba, no Rio. Seu último monumento é “Integração”, de 1989, instalado no Memorial da América Latina, em São Paulo. Morre no Rio, em 1993.

EXPRESSIONISMO (BRASIL)

No Brasil, observa-se, como nunca, um desejo expresso e intenso de pesquisar nossa realidade social, espiritual e cultural. A arte mergulha fundo no tenso panorama ideológico da época, buscando analisar as contradições vividas pelo país e representá-las pela linguagem estética.

Principais Artistas:

Lasar Segall
- De volta da Alemanha, até 1923, seu desenho anguloso e suas cores fortes procuram expressar as paixões e os sofrimentos de ser humanos. Em 1924, retornando para o Brasil, assumiu uma temática brasileira: seus personagens agora são mulatas, prostitutas e marinheiros; sua paisagem, favelas e bananeiras. Em 1929, o artista dedica-se à escultura em madeira, pedra e gesso. Mas entre os anos de 1936 e 1950, sua pintura volta-se para os grandes temas universais, sobretudo para o sofrimento e a solidão.

Anita Malfatti
- Sua arte era livre das limitações que o academicismo impunha, seus trabalhos se tornaram marcos na pintura moderna brasileira, por seu comprometimento com as novas tendências.
Obras destacadas: A Estudante Russa, O Iníciom Amarelo, Mulher de Cabelos Verdes e Caboclinha.

Candido Portinari
- Importante pintor brasileiro, cuja temática expressa o papel que os artistas da época propunham: denunciar as desigualdades da sociedade brasileira e as consequências desse desequilíbrio. Seu trabalho ficou conhecido internacionalmente através dos corpos humanos sugerindo volume e pés enormes que fazem com que as figuras pareçam relacionar-se intimamente com a terra, esta sempre pintada em tons muito vermelhos. Portinari pintou painéis para o pavilhão brasileiro da Feira Mundial de Nova York, Via Crucis - para a igreja de São Francisco, na Pampulha, Belo Horizonte (MG) e murais da sala da Fundação Hispânica na Biblioteca do Congresso, em Washington. Sua pintura retratou os retirantes nordestinos, a infância em Brodósqui, os cangaceiros e temas de conteúdo histórico como Tiradentes, atualmente no Memorial da América Latina, em São Paulo, e o painel A Guerra e a Paz, pintado em 1957 para a sede da ONU.

MARTINS, Simone R.; IMBROISI, Margaret H. Renascimento. Disponível em: http://www.historiadaarte.com.br/linhadotempo.html, s.d. Acesso em 03 outubro 2013.

Segue video encontrado no canal de Camila Portes que, infelizmente, não traz nenhuma informação sobre a proprietária, mas é um resumo bem completo e vale o click. Também incluo "Imaginário Portinari", Vídeo da TVescola sobre a vida e a obra de Cândido Portinari em sua cidade natal Brodowski.

Modernismo no Brasil


Imaginário Portinari



Abraço!

Fabio Vicente

Aula #020: Arte Moderna: As Vanguardas Européias

Olá, Criaturas!

Complementem suas anotações com o resumo abaixo.

A palavra “vanguarda” vem do francês avant-garde (termo militar que designa o pelotão que vai à frente). Desde o início do século 20, designa aqueles que, no campo das artes ou das ideias, está à frente de seu tempo. Não satisfeitos com a produção artística de sua época  a arte acadêmica, que se limitava a imitar o mundo à nossa volta -, artistas de vanguarda buscam novos recursos estilísticos, novas formas de expressão em suas composições.

Expressionismo: É o movimento característico da arte moderna -influencia todos os demais -, tem como herança a arte do final do século 19 e valoriza aquilo que chama de expressão: a materialização criativa (na tela ou no papel) de imagens geradas no mundo interior do artista, fazendo uso da deformação, da simplificação, da geometrização, do exagero e do uso emocional da cor. O expressionismo não foi um movimento homogêneo, mas de uma grande diversidade estilística: houve um expressionismo modernista (Munch), fauvista (Rouault e Matisse), cubista e futurista (Die Brücke), surrealista (Klee), abstrato (Kandinsky), etc. Embora o seu maior centro de difusão fosse na Alemanha, também foi percebido em outros artistas europeus (Modigliani, Chagall, Soutine, Permeke) e americanos (Orozco, Rivera, Siqueiros, Portinari). Trata-se de uma coleção de grupos de artistas que buscavam uma linguagem expressiva através da estilização.

Abstracionismo: Abstração é o limite da expressão, a fuga da realidade, o total abandono das formas e das cores reais, da figuração (das figuras, das imagens reconhecíveis. Frequentemente parte-se de algo real: as formas retangulares de Mondrian representam a selva de concreto, a cidade. As formas livres de Kandinski muitas vezes são materializações de sensações que a música provoca. Não é um movimento único: são vários movimentos que surgem após a 1ª guerra e inspiram outros após a segunda guerra.

Futurismo: primeiro movimento merecedor da classificação de vanguarda, caracteriza-se pelo interesse ideológico na arte. Sua produção preconiza a subversão radical da cultura e dos costumes, negando o passado em sua totalidade e pregando a adesão à pesquisa metódica e à experimentação estilística e técnica. Os adeptos do movimento rejeitavam o moralismo e o passado, e suas obras baseavam-se fortemente na velocidade e nos desenvolvimentos tecnológicos do final do século XIX. Os primeiros futuristas europeus também exaltavam a guerra e a violência. Há uma estreita relação com a ascenção do fascismo italiano, opondo-se aos socialismo. Publicam um manifesto, explanando suas ideias acerca da arte, escrito pelo poeta italiano Filippo Tommaso Marinetti, e publicado no jornal francês Le Figaro em 20 de fevereiro de 1909. Este manifesto marcou a fundação do Futurismo, um dos primeiros movimentos da arte moderna. Consistia em 11 itens que proclamavam a ruptura com o passado e a identificação do homem com a máquina, a velocidade e o dinamismo do novo século. Trabalhavam sobreposições de formas repetidas pra criar a ilusão de movimento.

Cubismo: resultado das experiências de Pablo Picasso (1881 – 1973) e de Georges Braque (1882 – 1963), esteve, inicialmente, ligado à pintura e teve por princípio a valorização das formas geométricas, o abandono da perspectiva tradicional, mostrando a realidade desconstruída, as múltiplas vistas simultâneas e em ordem aleatória. Na literatura, caracteriza-se pela fragmentação da linguagem e geometrização das palavras, dispostas no papel de maneira aleatória a fim de conceber imagens.

Dadaísmo: surgido em 1916, durante a Primeira Guerra Mundial (1914 – 1918), constitui um grito de revolta contra o capitalismo burguês e o mundo em guerra. Por isso, os dadaístas são contra as teorias e ordenações lógicas. Fazem da loucura e do nonsense o tema de suas obras, como forma de protesto. Trabalham com a combinação aleatória de objetos prontos, os readymades; introduzem as instalações, ambientes onde a experiência sensorial é mais importante que o objeto artístico em si. Ao combinarem objetos cotidianos e tirando seu significado contestam inclusive as concepções de arte, questionando o valor de uma obra.

Surrealismo: como o Expressionismo, preocupa-se com a sondagem do mundo interior, a liberação do inconsciente e a valorização do sonho. Esse fascínio pelo que transcende a realidade aproxima os surrealistas das ideias do psicanalista austríaco Sigmund Freud (1856 – 1939). Do Dadaísmo, herdam a combinação aleatória de objetos desconexos, criando imagens oníricas que flertam com a loucura.

Fonte: Vanguardas Europeias - resumo, dicas e questão comentada. Disponível em <http://guiadoestudante.abril.com.br/estudar/literatura/vanguardas-europeias-resumo-dicas-questao-comentada-598933.shtml> em 31 out 2013

Seguem vídeos sobre o tema, pinçados dos canais de sempre, como os dos professores Fulvio Pacheco e Luiz Carlos Capellano e outros como os da professora Marina Baffini, de Sheilim e Rierlo, no Youtube. Sobre esses últimos não há informações, mas os videos estão bem resumidos e valem o click.

Expressionismo e Fauvismo - Profª Marina Baffini

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Expressionismo - Sheilim


Abstracionismo - Sheilim


O Abstracionismo - Luiz Carlos Capellano


Artistas Abstratos - Sheilim
Este video passeia pelo abstracionismo, desde o período entre guerras até a contemporaneidade.


Futurismo - Sheilim


Futurismo - Rierlo


Cubismo - Fulvio Pacheco


Artistas Dadaístas - Sheilim


Surrealismo - Fulvio Pacheco


Abraço!

Fabio Vicente

Arte Moderna e Contemporânea: apresentações e textos finais

Olá, criaturas!

Os textos finais não tem atividades, mas compõem o material principal para a preparação para as trimestrais, além das apresentações. Vale as dicas de sempre: Leiam os textos, vejam as apresentações e complementem suas anotações de aula.

TEXTOS

O link para o texto sobre as Vanguardas Européias do século XX é "2013_texto_ativ_hist_art_3EM_12.pdf".
O link para o texto sobre Academicismo Brasileiro e Arte Moderna Brasileira até a Geração de 30, é "2013_texto_ativ_hist_art_3EM_13.pdf".
O link para o texto sobre Arte Pós-Moderna ou Contemporânea é "2013_texto_ativ_hist_art_3EM_14.pdf".
O link para o texto sobre Arte Pós-moderna ou Contemporânea no Brasil é "2013_texto_ativ_hist_art_3EM_15.pdf".
Já o texto "2013_texto_ativ_hist_art_3EM_15a.pdf" é uma matéria do Guia Quatro Rodas, de 2007, sobre principais estilos arquitetônicos no Brasil. Esse não cai na nossa prova mas é material valioso pra complementar sua preparação para os vestibulares.

APRESENTAÇÕES

Baixem as apresentações exclusivas. Não se assuste com a quantidade, são breves anotações e muitas imagens para enriquecer seu repertório visual.
DICA DE ESTUDO: Comece a semana estudando os textos e revendo as anotações. Em seguida, veja umas três ou quatro apresentações por dia e feche a semana olhando o resumão, cujo link já foi fornecido na aula anterior, e relendo os textos.

Para ter acesso a este vasto e valioso material - muitas das imagens não foram vistas em sala - clique nos links abaixo:

Vanguardas Modernas:

Fauvismo e Expressionismo - "025_arte_mod_fauv_expr.ppt".
Art Déco, Abstracionismo e Neoprimitivismo- "026_arte_mod_deco_abst_neoprim.ppt".
Cubismo - "027_cubism.ppt".
Preciosismo, Futurismo e Vanguardas Russas - "028_arte_mod_prec_fut_vang_rus.ppt".
Dada e Surrealismo - "029_arte_mod_dada_surr.ppt".

Arte Brasileira:

Arte Moderna Brasileira - Acadeicismo, semana de 22 e a geração de 30 - "030_brasil_moderna.ppt".
Arte Contemporânea Brasileira - Abstracionismo, Concretismo, Pop, Neoconcretismo, Naif, caráter social e caráter coletivo - "031_brasil_contemp.ppt".

Arte Contemporânea:

Expressionismo Pós-guerra e Expressionismo Abstrato - "032_arte_contemp_01.ppt".
Contracultura e Pop Art - "033_arte_contemp_01.ppt".
Minimalismo e Body Art- "035_arte_contemp_01.ppt".
Arte Conceitual, Arte processo, Arte performática, Arte Ambiental, Land art, Interferência, Intervenções, Instalações, Inhotim, Hiperrealismo, Grafitti, Significado e Arquitetura - "036_arte_contemp_01.ppt".

Vou continuar postando resumos e vídeos durante a semana pra complementar os estudos, bem como pra disponibilizar os exemplos musicais usados em sala, mas concentre-se nos textos e apresentações conforme a dica acima.

Abraço, e bons estudos!

Fabio Vicente

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Aula #019 - Arte Acadêmica no Brasil

Com a chegada da Família Real ao Brasil a colonização dá um passo adiante, introduzindo alguma modernidade, em especial no Rio de Janeiro. Para atender à Corte portuguesa, transferida para o Brasil em 1808, a monarquia buscou na Europa artistas para lecionar no Rio de Janeiro. O ensino da arte acadêmica elevou o nível técnico da pintura brasileira mas dividiu opniões. O academismo, importado da Europa, dominava as artes plásticas até o início do século XX, e por este motivo prevaleciam temas históricos e mitológicos nas pinturas daquele período. O centro de referência do movimento e referência histórica mais importante no país é a então Academia Imperial de Belas Artes, no Rio de Janeiro, que foi inaugurada em 1826.
O resumo abaixo foi pinçado do site História da Arte e é um guia pra organizar suas anotações.

PINTURA ACADÊMICA (BRASIL)

Em meados do século XIX, o Império Brasileiro conheceu certa prosperidade econômica, proporcionada pelo café, e certa estabilidade política, depois que Dom Pedro II assumiu o governo e dominou as muitas rebeliões que agitaram o Brasil até 1848. Além disso, o próprio imperador procurou dar ao país um desenvolvimento cultural mais sólido, incentivando as letras, as ciências e as artes. Estas ganharam um impulso de tendência nitidamente conservadora, que refletia modelos clássicos europeus.
Uma das características gerais da pintura acadêmica é seguir os padrões de beleza da Academia de Belas Artes, ou seja, o artista não deve imitar a realidade, mas tentar recriar a beleza ideal em suas obras, por meio da imitação dos clássicos, principalmente os gregos, na arquitetura e dos renascentistas, na pintura.

Os principais artistas acadêmicos são:

Pedro Américo de Figueiredo e Melo
- Sua pintura abrangeu temas bíblicos e históricos, mas também realizou imponentes retratos, como o De Dom Pedro II na Abertura da Assembléia Geral, que é parte do acervo do Museu Imperial de Petrópolis - RJ. A sua obra mais divulgada é O Grito do Ipiranga, que atualmente no Museu Paulista.

Vitor Meireles de Lima
- Em 1861, produziu em Paris, a sua obra mais conhecida A Primeira Missa no Brasil. No ano seguinte, já em nosso país, pintou Moema, que trata da famosa personagem indígena do poema Caramuru, de Santa Rita Durão. Os seus temas eram os históricos, os bíblicos e os retratos.

José Ferraz de Almeida Júnior
- Considerado por alguns críticos o mais brasileiro dos pintores nacionais do século XIX. Suas obra retratam temas históricos, religiosos e regionalistas, além disso produziu retratos, paisagens e composições. Suas obras mais conhecidas são: Picando Fumo, O Violeiro e Leitura.

MARTINS, Simone R.; IMBROISI, Margaret H. Renascimento. Disponível em: http://www.historiadaarte.com.br/linhadotempo.html, s.d. Acesso em 31 outubro 2013.

Seguem vídeos pinçados do Youtube, ambos quase um slideshow, cada um. O primeiro, "Arte Acadêmica Brasileira-PDE" foi retirado do canal de Selma Bonadio, arte-educadora paranaense. O segundo, "Missões artísticas e arte acadêmica no Brasil" foi retirado de um canal de alunos de um curso de Design de Interiores. Não há maiores informações sobre ambos os videos, mas contém uma variedade de imagens que abrangem a arte acadêmica desde a chegada das missões artísticas até o século XIX.

Arte Acadêmica Brasileira



Missões artísticas e arte acadêmica no Brasil



Abraço!

Fabio Vicente

domingo, 20 de outubro de 2013

O que é mais quente para os vestibulares/ENEM, na história da arte?

Olá, Criaturas!

O que é mais quente para os vestibulares/ENEM, na história da arte?
A pergunta das perguntas...

No que tange à história da arte, o campo é vasto e os examinadores gostam de trazer o inusitado... mas ainda assim algumas previsões podem ser feitas. Esteja preparado! Uma questão correta a mais faz toda a diferença!

Dica 1: Saiba identificar as diferenças de enfoque entre arte antiga, moderna e contemporânea. O significado da Arte como um todo, do objeto artístico, as obras, da cabeça do artista... Existem questões que pinçam obras ou objetos de épocas diferentes e que ora buscam pontos em comum, ora apontam para alguma diferença marcante. Se você adquiriu o hábito de ver as apresentações antes ou logo após às aulas, fique tranquilo com seu repertório visual.

Para ajudá-los, republico o link para o resumo das três grandes divisões temporais da História da arte, nosso primeiro texto desse ano: 2013_texto_ativ_01_hist_art_3EM.pdf

Para facilitar relembrar características gerais de movimentos artísticos, segue um resumão em slides da história da arte: historia_da_arte_resumo.ppt

E para aumentar seu repertório visual, segue uma apresentação com imagens mais frequentes em vestibulares: referencias_visuais.ppt

Dica 2: leia, nem que seja um Wiki (afinal,estamos estudando cada movimento e alguns artistas de forma mais detalhada ao longo do ano), sobre a vida e a obra de alguns artistas que são mais solicitados em questões. Os nomes abaixo já apareceram e os primeiros da lista, de forma mais frequente.
Dos estrangeiros: Picasso, Duschamp, Warhol, Van Gogh, Debret, Escher, Pintores Viajantes, Da Vinci 
Dos Brasileiros: Portinari, Nelson Leirner, Lygia Clark, Hélio Oiticica, Anita Malfati, Tarsila, Volpi, Brecheret, Villa-Lobos, Cildo Meirelles, Almeida Júnior, Pedro Américo, Aleijadinho, Mestre Athaíde.

Dica 3: Nas nossas aulas percebemos o encadeamento do desenvolvimento artístico na história, mas existem movimentos-chave para a compreensão de uma determinada época. Sendo assim:
- Saiba a diferença entre clássico e não-clássico e saiba identificar as características gerais destas estéticas, desde o renascimento até o realismo.
- Questões que envolvem arquitetura normalmente fazem um contraponto entre o antigo (Egito, Grécia, Roma, Românico, Gótico) e o moderno em algum aspecto, seja geral, como a predominância horizontal ou vertical, a presença de cheios ou vãos, o formato predominante (retangular, curvo), as colunas, os arcos...
- Quando envolvem mobiliário ou vestuário, o contraponto sempre é entre a formalidade antiga e a praticidade moderna, sobretudo após a Bauhaus.
- Quer entender o modernismo? Entenda profundamente o Expressionismo, seja a arte figurativa ou a abstrata. O uso da cor emocional, a deformação e o exagero operando enfaticamente no significado, o abandono da cor real, das formas reais e da perspectiva como busca pela inovação e pela contestação do status vigente. A formação de grupos, a publicação de manifestos, a criação de mostras coletivas para abrir espaço contra a arte acadêmica que dominava os salões.
- Quer entender o modernismo brasileiro e a geração de 30? Faça correlações entre as vanguardas e o estilo de cada artista: o cubismo em Vicente do Rego e Tarsila, o expressionismo em Segal, Malfati, Di Cavalcanti e Portinari, o abstracionismo em Volpi...
- Quer entender a arte contemporânea? Faça correlações do objeto artístico apresentado com o momento histórico: pós guerra, A guerra Fria, o boom tecnológico, o consumismo, o individualismo, os movimentos de contestação (contracultura dos anos 60, o ativismo ecológico, o ativismo feminista, os movimentos negros, o ativismo gay), as releituras, a popularização da arte e a inclusão do público na concepção artística, fazendo parte do processo. Estude Surrealismo e Dadaismo. Estude Pop Art, estude o Concretismo e o Neo-Concretismo.
E sobretudo, perceba que a rotulagem e a separação em movimentos tornou-se obsoleta na pós-modernidade.

Em linhas gerais, é por aí.
Ainda essa semana envio os textos e apresentações finais sobre arte moderna e contemporânea.

Abraço!

Fabio Vicente

sábado, 14 de setembro de 2013

Aula #018c: História da Música.

Olá, Criaturas!

Agora que nos aproximamos novamente do neoclassicismo, assunto abordado no início do ano, e em que faremos um salto em direção ao modernismo, publico o video que assistimos em aula, sobre a evolução da música ao longo do tempo, desenhado e editado por Pablo Morales de Los Rios, "História da Música (Historia de la Música - Lecciones Ilustradas)". Também acrescento outra curiosa viagem musical no tempo, onde o grupo vocal Pentatonix fez uma versão brutalissíma em "a cappella" da evolução da música desde a idade média até os dias atuais, com o passar das décadas.

História da Música (Historia de la Música - Lecciones Ilustradas)


A evolução da música em apenas 4 minutos


Listagem das músicas cantadas no vídeo:
11th century- Salve Regina;
1600s- Canon in D – Pachelbel;
1800s- Symphony No. 5 – Beethoven;
1910s- Danny Boy – Frederic Weatherly;
1920s- Old Man River – Jerome Kern & Oscar Hammerstein II;
1930s- Minnie The Moocher – Cab Calloway;
1940s- Boogie Woogie Bugle Boy – The Andrew Sisters;
1950s- I Walk The Line – Johnny Cash; La Bamba – Ritchie Valens;
1960s- Stand By Me – Ben E King; Barbara Ann – Beach Boys; I Want To Hold Your Hand – The Beatles; Respect – Aretha Franklin
1970s- ABC – Jackson 5; Bohemian Rhapsody – Queen;
1980s- Celebration – Kool & The Gang; Don’t Stop Believin’ – Journey; Thriller – Michael Jackson
1990s- Can’t Touch This – MC Hammer; Baby One More Time – Britney Spears; Say My Name – Destiny’s Child; I Want It That Way – The Backstreet Boys
2000s- Hey Ya! – Outkast; Drop it Like Its Hot – Snoop Dogg; Crazy – Gnarls Barkley; Hips Don’t Lie – Shakira; Single Ladies – Beyoncé; I Kissed A Girl – Katy Perry; Bad Romance – Lady Gaga; I Gotta Feelin – Black Eyed Peas
2010s- Baby – Justin Bieber; We Found Love – Rihanna; Some Nights – Fun; Somebody That I Used To Know – Gotye; Gangnam Style – Psy; Call Me Maybe – Carly Rae Jepsen

Abraço!

Fabio Vicente

Aula #018b: Farinelli e os Castrati

Quando falávamos sobre a música no período barroco, exibi um trecho de filme em sala, "FARINELLI (FARINELLI, IL CASTRATO)", sobre os castrati do período barroco. Veja o filme completo abaixo do texto sobre os castrati.

Obs.: Se optar assistir no Youtube, dá pra configurar as legendas para traduzir em português.

Sinopse:

Na Idade Média, a Igreja havia proibido que mulheres cantassem no coral das igrejas. Para não ficar sem as necessárias vozes sopranos, os representantes de Deus na Terra encontraram uma solução ungida: castrar jovens meninos cuja voz tenha sido considerada bela. Assim, nos corais da Santa Igreja não faltariam nunca os sopranos e contraltos. Tudo em nome de Deus. Farinelli é o nome artístico de Carlo Broschi, um jovem cantor do Século XVIII, tempo do grande compositor Handel. Para preservar sua voz, ele foi castrado em sua infância. Durante toda sua vida ele se tornou um grande e famoso cantor de ópera, sendo levado à glória máxima, coberto de ouro por príncipes e venerado pelo público. Enquanto isso, Riccardo seu irmão, tinha uma carreira medíocre como compositor, e seu sucesso e fortuna dependiam da glória de seu irmão.

Informações Técnicas

Direção: Gérard Corbiau
Título no Brasil: Farinelli
Título Original: Farinelli, Il Castrato
País de Origem: Bélgica / França / Itália
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 105 minutos
Ano de Lançamento: 1994
Estúdio/Distrib.: Spectra Nova

Elenco

Stefano Dionisi - Carlo Broschi (Farinelli)
Enrico Lo Verso - Riccardo Broschi
Elsa Zylberstein - Alexandra
Jeroen Krabbé - George Frideric Handel
Caroline Cellier - Margareth Hunter
Renaud du Peloux de Saint Romain - Benedict
Omero Antonutti - Nicola Porpora
Marianne Basler - Countess Mauer
Pier Paolo Capponi - Broschi
Graham Valentine - Prince of Wales
Jacques Boudet - Felipe V

Wikipedia - Farinelli
http://pt.wikipedia.org/wiki/Farinelli

(...)
Os castrati

Castrato (termo extraído do idioma italiano, cuja tradução lusófona trata-se literalmente de "castrado") é o nome pelo qual eram conhecidos os cantores masculinos que, a fim de terem preservada, ainda na fase adulta, a tessitura vocal da infância (cuja extensão vocal é quase idêntica àquela própria das tessituras vocais femininas, sejam de soprano, de mezzo-soprano ou de contralto), eram submetidos a uma operação cirúrgica de corte dos canais provenientes dos testículos, a partir da qual a chamada "mudança de voz" não ocorria.
A prática de castração de jovens cantores teve início no século XVI (tendo surgido a partir da necessidade de vozes agudas nos grupos corais das igrejas da Europa Ocidental, já que a Igreja Católica Apostólica Romana não aceitava mulheres no coro de suas igrejas), atingindo seu auge nos séculos XVII e XVIII (de tal sorte que, nas óperas do compositor barroco alemão Georg Friedrich Händel, por exemplo, o papel do herói era frequentemente escrito para castrato).
Muitos dos rapazes que eram submetidos à castração tratava-se de crianças órfãs ou abandonadas. Algumas famílias pobres, incapazes de criar a sua prole numerosa, entregavam um filho para ser castrado. Em Nápoles, recebiam a sua instrução em conservatórios pertencentes à Igreja, onde lecionavam músicos de renome. Algumas fontes referem que muitas barbearias napolitanas tinham, à entrada, um dístico com a indicação "Qui si castrano ragazzi" ("Aqui castram-se rapazes").
Na segunda metade do século XVIII, com a chegada do verismo na ópera, a popularidade dos castrati entrou em declínio. Durante alguns anos, é verdade, ainda houve desses cantores na Itália, mas, com o decorrer do tempo, porém, esses papéis foram transferidos aos contratenores e, por vezes, às sopranos.
Foi só em 1870, não obstante, que o castratismo destinado a este fim foi terminantemente proibido na Itália (o último país onde ainda era efetuado). E, em 1902, o papa Leão XIII proibiu definitivamente a utilização de castrati nos coros das igrejas.
O último castrato a abandonar o coro da Capela Sistina foi Alessandro Moreschi (1858-1922), no ano de 1913. Há alguns registros fonográficos da voz deste castrato, que, entre 1902 e 1904, gravou exatos dez discos.

FARINELLI (FARINELLI, IL CASTRATO)





Abraço!

Fabio Vicente

Aula #018a: Arte indígena, Colonial, e as Missões Artísticas.

Olá, criaturas!

Complementando a aula anterior, ficaram faltando textos sobre arte indígena, Arte do Brasil Colônia e as missões holandesa , francesa e os pintores viajantes, citados no final das apresentações.

Vamos começar pela nossa pré-história, a chamada arte pré-cabralina. Segue mais uma videoaula e, na sequencia, resumos pinçados do site História da Arte, que são um guia pra organizar suas anotações.

Videoaula 002 - Arte Pré-Cabralina - Prof. Fabio Vicente


ARTE INDÍGENA (BRASIL)

“SOMOS PARTE DA TERRA E ELA É PARTE DE NÓS”

Os olhos e as mentes intelectuais da humanidade começaram no séc. XX a reconhecer os povos nativos como culturas diferentes das civilizações oficiais e vislumbraram contribuições sociais e ambientais deixadas pelos guerreiros que tiveram o sonho como professores. Mas a maior contribuição que os povos da floresta podem deixar ao Iníciom branco é a prática de ser uno com a natureza interna de si. A Tradição do Sol, da Lua e da Grande Mãe ensinam que tudo se desdobra de uma fonte única, formando uma trama sagrada de relações e inter-relações, de modo que tudo se conecta a tudo. O pulsar de uma estrela na noite é o mesmo que do coração. Inícions, árvores, serras, rios e mares são um corpo, com ações interdependentes. Esse conceito só pode ser compreendido através do coração, ou seja, da natureza interna de cada um. Quando o humano das cidades petrificadas largarem as armas do intelecto, essa contribuição será compreendida. Nesse momento entraremos no Ciclo da Unicidade, e a Terra sem Males se manifestará no reino humano. 

A Visão Indígena Brasileira 

O que é índio? Um índio não chama nem a si mesmo de índio esse nome veio trazido pelos colonizadores no séc. XVI. O índio mais antigo desta terra hoje chamada Brasil se autodenomina Tupy, que significa "Tu" (som) e "py" (pé), ou seja, o som-de-pé, de modo que o índio é uma qualidade de espírito posta em uma harmonia de forma. 
Qual a origem dos índios? Conforme o mito Tupy-Guarani, o Criador, cujo coração é o Sol, /tataravô desse Sol que vemos, soprou seu cachimbo sagrado e da fumaça desse cachimbo se fez a Mãe Terra. Chamou sete anciães e disse: ‘Gostaria que criassem ali uma humanidade’. Os anciães navegaram em uma canoa que era como cobra de fogo pelo céu; e a cobra-canoa levou-os até a Terra. 
Logo eles criaram o primeiro ser humano e disseram: ‘Você é o guardião da roça’. Estava criado o Iníciom. O primeiro Iníciom desceu do céu através do arco-íris em que os anciães se transformaram. Seu nome era Nanderuvuçu, o nosso Pai Antepassado, o que viria a ser o Sol. E logo os anciães fizeram surgir da Águas do Grande Rio Nanderykei-cy, a nossa Mãe Antepassada. Depois eles geraram a humanidade, um se transformou no Sol, e a outra, na Lua. São nossos tataravós. 
Esta história revela o jeito do povo indígena de contar a sua origem, a origem do mundo, do cosmos, e também mostra como funciona o pensamento nativo. Os antropólogos chamam de mito, e algumas dessas histórias são denominadas de lendas. 

ARQUITETURA

Taba ou Aldeia é a reunião de 4 a 10 ocas, em cada oca vivem várias famílias (ascendentes e descendentes), geralmente entre 300 a 400 pessoas. O lugar ideal para erguer a taba deve ser bem ventilado, dominando visualmente a vizinhança, próxima de rios e da mata. A terra, própria para o cultivo da mandioca e do milho. No centro da aldeia fica a ocara, a praça. Ali se reunem os conselheiros, as mulheres preparam as bebidas rituais, têm lugar as grandes festas. Dessa praça partem trilhas chamadas pucu que levam a roça, ao campo e ao bosque. Destinada a durar no máximo 5 anos a oca é erguida com varas, fechada e coberta com palhas ou folhas. Não recebe reparos e quando inabitável os ocupantes a abandonam. Não possuem janelas, têm uma abertura em cada extremidade e em seu interior não tem nenhuma parede ou divisão aparente. Vivem de modo harmonioso. 

PINTURA CORPORAL E ARTE PLUMÁRIA

Pintam o corpo para enfeitá-lo e também para defende-lo contra o sol, os insetos e os espíritos maus. E para revelar de quem se trata, como está se sentindo e o que pretende. As cores e os desenhos ‘falam’, dão recados. Boa tinta, boa pintura, bom desenho garantem boa sorte na caça, na guerra, na pesca, na viagem. Cada tribo e cada família desenvolvem padrões de pintura fiéis ao seu modo de ser. Nos dias comuns a pintura pode ser bastante simples, porém nas festas, nos combates, mostra-se requintada, cobrindo também a testa, as faces e o nariz. A pintura corporal é função feminina, a mulher pinta os corpos dos filhos e do marido. Assim como a pintura corporal a arte plumária serve para enfeites: mantos, máscaras, cocares, e passam aos seus portadores elegância e magestade. Esta é uma arte muito especial porque não está associada a nenhum fim utilitário, mas apenas a pura busca da beleza. 

A ALDEIA CABE NO COCAR

A disposição e as cores das penas do cocar não são aleatórias. Além de bonito, ele indica a posição de chefe dentro do grupo e simboliza a própria ordenação da vida em uma aldeia Kayapó. Em forma de arco, uma grande roda a girar entre o presente e o passado. "É uma lógica de manutenção e não de progresso", explica Luis Donisete Grupioni. A aldeia também é disposta assim. Lá, cada um tem seu lugar e sua função determinados. 

A FLORESTA

O verde representa as matas, que protegem as aldeias e ao mesmo tempo são a morada dos mortos e dos seres sobrenaturais. São consideradas um lugar perigoso, já que fogem ao controle dos Kayapó. 

OS InícioNS

A cor mais forte (vermelho) representa a casa dos Inícions, que fica bem no coração da aldeia. É a "prefeitura" Kayapó, presidida apenas por Inícions. Aí eles se reúnem diariamente para discutir caçadas, guerras, rituais e confeccionar adornos, como colares e pulseiras. 

AS MULHERES

O amarelo refere-se às casas e às roças, áreas dominadas pelas mulheres. Nesses espaços, elas pintam os corpos dos maridos e dos filhos, plantam, colhem e preparam os alimentos. Todas as choças têm a mesma distância em relação à casa dos Inícions. 

TRANÇADOS E CERÂMICA

A variedade de plantas que são apropriadas ao trançado no Brasil dá ao índio uma inesgotável fonte de matéria prima. É trançando que o índio constrói a sua casa e uma grande variedade de utensílios, como cestos para uso doméstico, para transporte de alimentos e objetos trançados para ajudar no preparo de alimentos (peneiras), armadilhas para caça e pesca, abanos para aliviar o calor e avivar o fogo, objetos de adorno pessoal (cocares, tangas, pulseiras), redes para pescar e dormir, instrumentos musicais para uso em rituais religiosos, etc. Tudo isso sem perder a beleza e feito com muita perfeição. A cerâmica destacou-se principalmente pela sua utilidade, buscando a sua forma, nas cores e na decoração exterior, o seu ponto alto ocorreu na ilha de Marajó. 

ARTE COLONIAL (BRASIL)

Após a chegada de Cabral, Portugal tomou posse do território e transformou o Brasil em sua colônia. Primeiramente, foram construídas as feitorias, que eram construções muito simples com cerca de pau-a-pique ao redor porque os portugueses temiam ser atacados pelo índios. Preocupado com que outros povos ocupassem terras brasileiras, o rei de Portugal enviou, em 1530, uma expedição comandada por Martim Afonso de Sousa para dar início à colonização. Martim Afonso fundou a vila de são Vicente (1532) e instalou o primeiro engenho de açúcar, iniciando-se o plantio de cana-de-açúcar, que se tornaria a principal fonte de riqueza produzida no Brasil. Após a divisão em capitanias hereditárias, houve grande necessidade de construir moradias para os colonizadores que aqui chegaram e engenhos para a fabricação de açúcar. 

ARQUITETURA

A arquitetura era bastante simples, sempre com estruturas retangulares e cobertura de palha sustentada por estruturas de madeira roliça inclinada. Essas construções eram conhecidas por tejupares, palavra que vem do tupi-guarani (tejy=gente e upad=lugar). Com o tempo os tejupares melhoram e passam os colonizadores a construir casas de taipa. 
Com essa evolução começam a aparecer as capelas, os centros das vilas, dirigidas por missionários jesuítas. Nas capelas há crucifixo, a imagem de Nossa Senhora e a de algum santo, trazidos de Portugal. 
A arquitetura religiosa foi introduzida no Brasil pelo irmão jesuíta Francisco Dias, que trabalhou em Portugal com o arquiteto italiano Filipe Terzi, projetista da igreja de São Roque de Lisboa. 
Dois eram os modelos de arquitetura primitiva. A igreja de Jesus de Roma (autor: Vignola) e a igreja de São Roque de Lisboa, ambas de padres jesuítas. 
Floreciam as igrejas em todos sos lugares onde chegavam os colonizadores, especialmente no litoral. 
Os principais arquitetos do período colonial foram: Francisco Dias, Francisco Frias de Mesquita, Gregório de Magalhães e Fernandes Pinto Alpoim. 
A liberdade de estilo dada ao arquiteto modifica o esquema simples, mas talvez pela falta de tempo ou por deficiência técnica não se deu um acabamento mais aprimorado. 

Algumas das principais construções de taipas: 

• Muralha ao redor de Salvador, construída por Tomé de Sousa;
• Igreja Matriz de Cananéia;
• Vila inteira de São Vicente, destruída por um maremoto e reconstruída entre 1542 e 1545;
• Engenhos de cana-de-açúcar; e
• Casa da Companhia de Jesus, que deu origem à cidade de São Paulo. 

TAIPA

Construção feita de varas, galhos, cipós entrelaçados e cobertos com barro. Para que o barro tivesse maior consistência a melhor resistência à chuva, ele era misturado com sangue de boi e óleo de peixe. 
Elas podem ser feitas com técnicas diferentes: 
• A taipa de pilão, de origem árabe, consiste em comprimir a terra em formas de madeira, formando um caixão, onde o material a ser socado ia disposto em camadas de 15 cm aproximadamente. Essas camadas reduziam-se a metade após o piloamento. Quando a terra pilada atingia mais ou menos 2/3 da altura do taipal, eram nela introduzidas transversalmente, pequenos paus roliços envolvidos em folhas, geralmente de bananeiras, produzindo orifícios cilíndricos denominados cabodás que permitiam o ancoramento do taipal em nova posição. Essa técnica é usada para formar as paredes externas e nas internas estruturais, sobrecarregadas com pavimento superior ou com madeiramento do telhado. 

• A taipa de mão ou pau-a-pique que caracterizam-se por uma trama de paus verticais e horizontais, eqüidistantes, e alternadamente dispostos. Essa trama era fixada verticalmente na estrutura do edifício e tinha seus vãos preenchidos com barro, atirado por duas pessoas simultaneamente uma de cada lado. A taipa de mão geralmente é utilizada nas paredes internas da construção. 

ESCULTURA

Os jesuítas ensinaram aos índios e negros o alfabeto, a religião e a trabalhar o barro, a madeira e a pedra. 
O índio é muito hábil na imitação, mas, também muito primário e rústico na execução. O negro adapta-se mais facilmente e é exuberante no desenho, na arte, no talhe e nas lavras. 
Sob direção dos religiosos e de mestres, vindos além-mar, o índio e o negro esculpiram muitos trabalhos, que são a base ao enxerto da arte Barroca, em auge na Europa. 

FORTE SÃO JOÃO
No ano de 1531, após viagem através do Atlântico Sul, as naus de Martim Afonso de Souza avistaram terras tupi-guaranis.O lugar, chamado"Buriquioca"(morada dos macacos) pelos nativos, encantou os portugueses por suas belezas naturais e exóticas. Apesar da bela paisagem, por motivo de segurança seguiram viagem, indo aportar em São Vicente, no dia 22 de janeiro de 1532. Neste mesmo ano, Martim Afonso enviou João Ramalho à Bertioga afim de verificar a possibilidade de construir uma fortificação para proteger a nova vila dos ataques Tamoios. 
Em 1540, Hans Staden, famoso artilheiro alemão, naufragou na costa brasileira e foi levado à São Vicente.Lá, foi nomeado para comandar a fortificação em Bertioga. 
Em 1547, a primitiva paliçada de madeira foi substituída por alvenaria de pedra e cal e óleo de baleia, o que originou o verdadeiro Forte.Primeiramente foi chamado Forte Sant'Iago (ou São Tiago), recebeu a denominação de Forte São João em 1765, devido à restauração de sua capela, erguida em louvor a São João Batista. 
Em 1940, a fortaleza, considerada a mais antiga do Brasil, foi tombada pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) . Aproveitando a comemoração dos 500 anos do Brasil, a Prefeitura de Bertioga e o Iphan entregam para visitação o forte totalmente restaurado.

ARTE HOLANDESA (BRASIL)

Na virada do século, os portugueses defenderam o Brasil dos invasores ingleses, franceses e holandeses. Porém, os holandeses resistiram e se instalaram no nordeste do país por quase 25 anos (início em 1624). 
O Conde Maurício de Nassau trouxe à “Nova Holanda” artistas e cientistas que se instalaram em Recife. Foi sob a orientação de Nassau que o arquiteto Pieter Post projetou a construção da Cidade Maurícia e também os palácios e prédios administrativos. 
Embora fosse comum a presença de artistas nas primeiras expedições enviadas à América, Maurício de Nassau afirmou, em carta à Luiz XIV, em 1678, ter a sua disposição seis pintores no Brasil, entre os quais Frans Post e Albert Eckhout. Holandeses, flamengos, alemães, os chamados pintores de Nassau, por não serem católicos, puderam facilmente dedicar-se a temas profanos, o que não era permitido aos portugueses. Em conseqüência disso foram os primeiros artistas no Brasil e na América a abordar a paisagem, os tipos étnicos, a fauna e a flora como temática de suas produções artísticas, livre dos preconceitos e das superstições que era de praxe se encontrar nas representações pictóricas que apresentavam temas americanos. Foram verdadeiros repórteres do século XVII. 

FRANS J. POST

Nascido em Haarlen, Holanda (1612-1680), foi pintor, desenhista e gravador. Tinha 24 anos quando chegou ao Brasil, contratado por Nassau, permaneceria até 1644. Era irmão do arquiteto Pieter Post. Sua principal tarefa era nas novas terras do foi documentar edifícios, portos e fortificações. Destacou-se entre os pintores de Nassau: é considerado o primeiro paisagista a trabalhar nas Américas. 
Foi autor de cerca de 150 obras, costumava pintar pequenas figuras para funcionar como pontos de atração nos quadros e deixa-los mais interessantes. 
Vários museus do mundo mantêm em seus acervos obras de sua autoria, no Brasil podemos ver a sua obra no MASP, em São Paulo e MNBA no rio de Janeiro. 
Obras destacadas: A cidade e o castelo de Frederik na Paraíba; Paisagem Brasileira com nativos dançando; Paisagem com Tamanduá; Mauritsstad e Recife. 

ALBERT ECKHOUT

Nascido em Groninger, Holanda (1610-1666), foi artista e botânico, veio para o Brasil em 1637 e permaneceu até 1644, como pintor contratado por Maurício de Nassau. Aqui realizou grande parte de sua obra, nela destacam-se naturezas-mortas com frutas e legumes tropicais, representações dos tipos humanos que habitavam o país e costumes. Ficou fascinado pelo o que encontrou no Brasil. 
O Conde de Nassau freqüentemente ofereceu obras de Eckhout como presente à nobreza européia. O rei da Dinamarca recebeu vinte pinturas retratando tipos brasileiros e naturezas-mortas. O rei da França recebeu uma coleção de pinturas que foi usada para fazer tapeçarias, as chamadas “Tapeçarias das Índias” tornaram-se muito conhecidas e foram tão copiadas que os cartões originais se estragaram. Os trabalhos de Eckhout contribuem para que os europeus se interessassem pelo Brasil. 

Obras destacadas:
Dança Tapuia; Composição com cabaças, frutas e cactos; Os dois touros; Mameluca; Mulato; Índia Tapuia; Mulher Africana.

MISSÃO ARTÍSTICA FRANCESA (BRASIL)

No início do século XIX, os exércitos de Napoleão Bonaparte invadiram Portugal , obrigando D. João VI (rei de Portugal), sua família e sua corte (nobres, artistas, empregados, etc.) a virem para o Brasil. 
D. João VI, preocupado com o desenvolvimento cultural, trouxe para cá material para montar a primeira gráfica brasileira, onde foram impressos diversos livros e um jornal chamado A Gazeta do Rio de Janeiro. Nesse momento, o Brasil recebe forte influência cultural européia, intensificada ainda mais com a chegada de um grupo de artistas franceses (1816) encarregado da fundação da Academia de Belas Artes (1826), na qual os alunos poderiam aprender as artes e os ofícios artísticos. Esse grupo ficou conhecido como Missão Artística Francesa. Os artistas da Missão Artística Francesa pintavam, desenhavam, esculpiam e construíam à moda européia. Obedeciam ao estilo neoclássico (novo clássico), u seja, um estilo artístico que propunha a volta aos padrões da arte clássica (greco-romana) da Antigüidade. 
Algumas características de construções neoclássicas: 
• Colunas (de origem grega): Estrutura de sustentação das construções. 
Compõe-se de três partes : base, fuste (parte maior) e capitel (parte superior com ornamentos). 
• Arcos (de origem romana): Elemento de construção de formato curvo existente na parte superior das portas e passagens que serve de sustentação. 
• Frontões: Estrutura geralmente triangular existente acima de portas e colunas e abaixo do telhado. Os frontões podem receber os mais variados tipos de decoração. 

Os pintores deveriam seguir algumas regras na pintura tais como: inspirada nas esculturas clássicas gregas e na pintura renascentista italiana, sobretudo em Rafael, mestre inegável do equilíbrio da composição e da harmonia do colorido. 

Conheça alguns dos principais artistas do movimento Neoclássico Europeu: 
Jacques-Louis David:
(1748-1825) nasceu em Paris e foi considerado o pintor da Revolução Francesa; mais tarde, tornou-se o pintor oficial do Império de Napoleão. Durante o governo de Napoleão, registrou fatos históricos ligados à vida do imperador. Algumas obras: Bonaparte Atravessando os Alpes e a Morte de Marat. 

Jean Auguste Dominique Ingres:
(1780-1867) estudou no ateliê do artista David (1797), sua obra abrange, além de composições mitológicas e literárias, nus, retratos e paisagens. Soube registrar a fisionomia da classe burguesa do seu tempo, principalmente no seu gosto e poder. Por outro lado, revela um inegável apuro técnico na pintura do nu. Algumas obras: Banhista de Valpinçon e Louis Bertin. 

Principais artistas: 

Nicolas-Antonine Taunay:
(1775-1830) pintor francês de grande destaque na corte de Napoleão Bonaparte e considerado um dos mais importantes da Missão Francesa. Durante os cinco anos que residiu no Brasil, retratou várias paisagens do Rio de Janeiro. 

Jean-Baptiste Debret:
(1768-1848) foi chamado de "a alma da Missão Francesa". Ele foi desenhista, aquarelista, pintor cenográfico, decorador, professor de pintura e organizador da primeira exposição de arte no Brasil (1829). Em 1818 trabalhou no projeto de ornamentação da cidade do Rio de Janeiro para os festejos da aclamação de D.João VI como rei de Portugal, Brasil e Algarve. Mas é em Viagem pitoresca ao Brasil, coleção composta de três volumes com um total de 150 ilustrações, que ele retrata e descreve a sociedade brasileira. Seus temas preferidos são a nobreza e as cenas do cotidiano brasileiro e suas obras nos dão uma excelente idéia da sociedade brasileira do século XIX. 
Alguns dos artistas da Missão Francesa, vieram para o Brasil, no séc. XIX, outros pintores motivados pela paisagem luminosa e pela existência de uma burguesia rica e desejosa de ser retratada. É nessa perspectiva que se situa alguns artistas europeus independentes da Missão Artística Francesa: Thomas Ender, era austríaco e chegou ao Brasil com a comitiva da Princesa Leopoldina, viajou pelo interior, retratando paisagens e cenas da vida no nosso povo em Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. Sua obra compõem-se de 800 desenhos e aquarelas. E Johann-Moritz Rugendas, era alemão, esteve no Brasil entre 1821 e 1825. Além do nosso país, visitou outros países da América Latina, documentando, por meio de desenhos e aquarelas, a paisagem e os costumes dos povos que conheceu.

MARTINS, Simone R.; IMBROISI, Margaret H. Renascimento. Disponível em: http://www.historiadaarte.com.br/linhadotempo.html, s.d. Acesso em 02 setembro 2013.

Abraço!

Fabio Vicente